Banda larga móvel abre novo campo de receita para GVT no país

terça-feira, 28 de outubro de 2008 19:22 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A chegada da banda larga móvel graças às redes de terceira geração no país está impulsionando uma nova linha de negócio para a GVT: a venda de infra-estrutura (backbone) para operadoras de celular, que não têm rede própria suficiente para chegar à casa do cliente na oferta de Internet.

A GVT tem essa capacidade por conta da compra da Geodex, empresa de infra-estrutura para operadoras, no final do ano passado. Segundo Leonardo Queiroz, vice-presidente da unidade de negócios corporativos da empresa, a GVT se beneficia por não ter vínculo societário com nenhuma das empresas nem competir com elas, já que não atua na telefonia móvel.

"Hoje, se a Oi precisa de backbone não vai comprar da Telefônica, por exemplo. Prefere da GVT", disse.

A demanda das operadoras por banda "no atacado" acontece tanto dentro das cidades como no transporte de dados de uma cidade a outra, segundo a GVT.

A receita de transporte de dados vendido às operadoras teve um salto de 159 por cento no terceiro trimestre deste ano frente a igual período de 2007, enquanto a receita total da GVT cresceu 35 por cento.

Esse serviço é contabilizado pela GVT dentro da linha de negócios corporativos, que hoje respondem por 25 por cento do faturamento total da companhia. No período de julho a setembro, a GVT faturou 955 milhões de reais.

Queiroz informou que a GVT vende acesso à última milha hoje para operadoras como Vivo, TIM, Claro, Oi, Sercomtel, Brasil Telecom e "para quase todas as operadoras VoiP do país".

A rede da Geodex tem extensão de 11 mil quilômetros, mas a GVT prevê ampliar essa infra-estrutura diante da demanda. A empresa se prepara para ampliar a rede em pelo menos um quarto da capacidade atual nos próximos cinco anos, mas ainda não definiu os investimentos necessários. "Já estamos em construção em algumas áreas", disse Queiroz.

(Por Taís Fuoco)