Aquecedores de robô de Marte serão desligados um a um

quarta-feira, 29 de outubro de 2008 11:18 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - Os engenheiros que controlam à distância a missão Phoenix Mars Lander, da Nasa, estão planejando começar a desligar os aquecedores do veículo um a um, o que terminará por congelá-lo e desativá-lo.

O veículo de exploração de superfície está enviando dados de Marte à terra há cinco meses --bem mais que os três meses que deveria durar--, mas começará a perder energia quando a luz do Sol começar a se reduzir.

"Como esperado, com a chegada do outono no hemisfério Norte, o veículo está gerando menos energia devido aos dias mais curtos e ao menos número de horas de luz solar para seus painéis solares", anunciou a agência espacial norte-americana em comunicado.

O veículo registrou nevascas, raspou gelo e descobriu que a poeira de gelo presente na superfície de Marte se assemelha quimicamente à água do mar terrestre, o que representa novo indício de que água em forma líquida pode um dia ter sustentado vida na superfície do planeta.

"Se não tomássemos nenhuma providência, não demoraria para que a energia necessária a operar o aparelho excedesse o volume de energia que este é capaz de acumular a cada dia", afirmou em comunicado Barry Goldstein, o diretor do projeto Mars Lander, no Jet Propulsion Laboratory da Nasa, na Califórnia

"Ao desligar alguns dos aquecedores e instrumentos do veículo, podemos prorrogar a vida da sonda por diversas semanas e continuar a conduzir certos trabalhos científicos", disse.

A Nasa disse que os quatro aquecedores de sobrevivência seriam desligados um de cada vez, a começar na terça-feira, em prazo de algumas semanas.

A equipe da Phoenix manteve uma sonda térmica e uma sonda de condutividade elétrica enterradas no solo para medir temperatura, umidade e condutividade. O veículo não precisa de um aquecedor e deve continuar capaz de enviar dados por algumas semanas.

Ainda na terça-feira, a Nasa havia anunciado que o Mars Reconnaissance Orbiter, um veículo de exploração orbital de Marte, havia encontrado indícios da presença de opalas --uma nova categoria de minerais cuja descoberta sugere que existia água em forma líquida na superfície do planeta um bilhão de anos mais tarde do que os cientistas supunham.

(Por Maggie Fox)