30 de Outubro de 2008 / às 16:24 / em 9 anos

Sócio descarta revisão e adendo ao contrato entre OI e BRT

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Otávio Marques de Azevedo, presidente-executivo da AG Telecom, que é uma das sócias da Oi, afirmou nesta quinta-feira que “não há renegociação de contrato” em relação ao que foi acertado para a compra da Brasil Telecom pela Oi, no final de abril deste ano.

Ele também informou não ter intenção de colocar nenhum adendo ao contrato, alternativa que seria possível, caso se aproxime o fim do prazo para a aquisição.

Presente à feira de telecomunicações Futurecom 2008, o executivo afirmou a jornalistas que “se esgotar o prazo, paga-se a multa e extingue-se o contrato”.

A multa prevista, caso a transação não seja concluída até 20 de dezembro, é de 490 milhões de reais, já que o prazo previsto no contrato foi de 240 dias em relação ao anúncio do acordo.

“O vendedor queria que fosse 180 dias, nós queríamos que fossem 360, chegamos a um meio termo”, explicou Azevedo.

Se o contrato for extinto, Azevedo afirmou que “continua o interesse” da Oi em comprar a operadora, mas ele admitiu que, a partir daí, “vamos ter outros concorrentes”, já que o novo Plano Geral de Outorgas (PGO) permitirá que duas concessionárias se unam, o que hoje é proibido.

Azevedo disse que concorda com a declaração do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, que afirmou na terça-feira que a existência da multa não lhe tirava o sono.

“O presidente da Anatel está absolutamente certo, jamais tivemos a intenção de pressionar a Anatel”, disse ele.

Azevedo afirmou acreditar que todo o processo se conclua no prazo, mas ressaltou que, “se não der, não é culpa da Anatel”.

NADA AFETA O INTERESSE NO NEGÓCIO

O presidente da AG Telecom também declarou que a compra da Brasil Telecom “é de uma rentabilidade extremamente atraente, independente do valor das ações”.

Segundo o executivo, “nada afeta o interesse (dos sócios da Oi) no negócio”. O valor que eles concordaram em pagar pela operadora “foi por um plano que tem o racional-econômico e a Brasil Telecom não perdeu esse racional-econômico”, acrescentou. Para ele, a operadora “tem um enorme potencial no celular e na banda larga”.

Azevedo disse que um contrato pode receber adendos a qualquer momento, “mas para se fazer um adendo temos de analisar todas as consequências e para nós essa opção não é estimulante”. Por isso, o executivo declarou: “Não vamos fazer” adendos.

Edição de Alberto Alerigi Jr.

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