Sócio descarta revisão e adendo ao contrato entre OI e BRT

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 14:18 BRST
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Otávio Marques de Azevedo, presidente-executivo da AG Telecom, que é uma das sócias da Oi, afirmou nesta quinta-feira que "não há renegociação de contrato" em relação ao que foi acertado para a compra da Brasil Telecom pela Oi, no final de abril deste ano.

Ele também informou não ter intenção de colocar nenhum adendo ao contrato, alternativa que seria possível, caso se aproxime o fim do prazo para a aquisição.

Presente à feira de telecomunicações Futurecom 2008, o executivo afirmou a jornalistas que "se esgotar o prazo, paga-se a multa e extingue-se o contrato".

A multa prevista, caso a transação não seja concluída até 20 de dezembro, é de 490 milhões de reais, já que o prazo previsto no contrato foi de 240 dias em relação ao anúncio do acordo.

"O vendedor queria que fosse 180 dias, nós queríamos que fossem 360, chegamos a um meio termo", explicou Azevedo.

Se o contrato for extinto, Azevedo afirmou que "continua o interesse" da Oi em comprar a operadora, mas ele admitiu que, a partir daí, "vamos ter outros concorrentes", já que o novo Plano Geral de Outorgas (PGO) permitirá que duas concessionárias se unam, o que hoje é proibido.

Azevedo disse que concorda com a declaração do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, que afirmou na terça-feira que a existência da multa não lhe tirava o sono.

"O presidente da Anatel está absolutamente certo, jamais tivemos a intenção de pressionar a Anatel", disse ele.   Continuação...