Mercado lento em celulares eleva o medo quanto ao Natal

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 15:40 BRST
 

Por Tarmo Virki

HELSINQUE (Reuters) - Os principais fabricantes mundiais de celulares estão preparados para uma queda nas vendas depois de uma desaceleração acentuada do crescimento do terceiro trimestre, quando apenas a Samsung Electronics avançou significativamente em participação de mercado, por meio de cortes de preços.

Ainda que o mercado em geral não tenha começado a se contrair, o crescimento mundial se reduziu a apenas 3 por cento nos três últimos três meses, ante os 10 por cento nos trimestres recentes, e os fabricantes de celulares estão sentindo o aperto da desaceleração econômica e da crise de crédito.

As vendas em mercados europeus importantes continuaram a cair no terceiro trimestre e nas semanas subseqüentes, enquanto cresce o temor sobre vendas natalinas fracas e quedas ainda maiores na demanda, no ano que vem.

"Com os ciclos de renovação se alongando, os mercados maduros não devem contar com o ímpeto dos gastos natalinos que caracterizou natais passados", disse Geoff Blaber, analista da CCS Insight no Reino Unido.

"A América do Norte e a Europa Ocidental sofreram os efeitos mais agudos do clima econômico mundial (em deterioração)", ele afirmou, acrescentando que as condições nos mercados de celulares dessas regiões se agravariam ainda mais no quarto trimestre e em 2009.

Jari Honko, analista do eQ Bank, de Helsinque, afirma esperar que os volumes continuem a cair na Europa e América do Norte, em 2009, mas que o crescimento nos mercados emergentes conduziria o mercado como um todo a uma expansão de dois por cento. Em termos de valor, entretanto, o mercado cairia ante os 190 bilhões de dólares faturados neste ano.

No começo do mês, a maior fabricante mundial de celulares, Nokia, previu crescimento de 13,5 por cento ao mercado como um todo no quarto trimestre, pouco abaixo do total de anos recentes, mas ainda assim reconfortante para os investidores.

Mas depois de registrar crescimento de volume de 27 e 21 por cento nos dois primeiros trimestres, a Nokia só conseguiu cinco por cento de expansão no terceiro, com queda de vendas -- de mais de cinco por cento --na Europa, e queda também na América do Norte.