Dell pede que funcionários tirem licença não remunerada nos EUA

quarta-feira, 5 de novembro de 2008 09:16 BRST
 

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - A fabricante de computadores Dell pediu que seus funcionários considerem tirar cinco dias de licença não remunerada, para ajudá-la em seu esforço de corte de custos diante da fraca demanda mundial.

A segunda maior fabricante mundial de computadores, que está perto de concluir um programa de 8,9 mil demissões, também oferece pacotes de incentivo a demissões voluntárias e decretou um congelamento mundial de contratações.

O presidente-executivo, Michael Dell, anunciou as medidas em email a funcionários na segunda-feira. Na terça, ele disse que espera que surja ainda mais consolidação no setor de tecnologia e encorajou as empresas a enfrentarem a turbulência financeira concentrando ações no reforço de retornos mais sólidos, e também repensando seus negócios e investimentos.

"Ficar inerte por conta do choque é a coisa errada a fazer, agora", disse ele durante uma conferência em San Francisco, acrescentando que sua empresa estava investindo na chamada computação em nuvem, para oferecer serviços via Web.

Ao mesmo tempo, a Dell planeja reduzir despesas operacionais no quarto trimestre, afirmou Jess Blackburn, porta-voz da companhia.

"A intenção é posicionar melhor a Dell para competitividade em longo prazo", disse ele.

"Estamos pedindo que os funcionários considerem tirar licenças não remuneradas de cinco dias, voluntariamente, como uma forma flexível de reduzir os custos da empresa." Os funcionários estão sendo encorajados a tirar esses dias de folga nos próximos três meses.

A Dell encerrou o terceiro trimestre fiscal em 31 de outubro. O quarto trimestre fiscal da empresa começou na segunda-feira e se estende até 30 de janeiro de 2009.

A Dell, segunda maior fabricante mundial de computadores, depois da Hewlett-Packard, vem enfrentando o problema da baixa demanda mundial por computadores pessoais, devido à desaceleração econômica. A empresa anunciou forte queda em seus lucros do segundo trimestre, em agosto, e disse que adotaria foco mais nítido quanto a melhorar sua posição em mercados emergentes como a Índia.

A empresa anunciou que em agosto já havia realizado 8,5 mil das 8,9 mil demissões planejadas como forma de ajustar seus negócios à queda da demanda mundial.