Com foco nos emergentes, Vodafone assume controle da Vodacom

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 13:31 BRST
 

Por Kate Holton

LONDRES (Reuters) - A Vodafone, o maior grupo mundial de telefonia móvel em termos de receita, assumirá o controle da maior empresa sul-africana do setor, o Vodacom Group, depois de anunciar na quinta-feira acordo para comprar mais 15 por cento da empresa, por 22,5 bilhões de rands (2,28 bilhões de dólares).

O grupo britânico anunciou que adquiriria a participação hoje controlada pela operadora de telefonia fixa Telkom e a adicionaria aos 50 por cento da empresa que já controla, como parte de seu avanço nos mercados emergentes.

Telkom e Vodafone estavam negociando desde junho quanto ao grupo que detém posições fortes nos mercados da África do Sul, República Democrática do Congo, Lesoto, Moçambique e Tanzânia.

As ações da Telkom mostravam alta de 3,1 por cento no pregão da manhã, enquanto as da Vodafone caíram em três por cento, em um mercado londrino fraco.

A Vodafone espera que a aquisição venha a ser concluída no primeiro semestre de 2009 e informou que a transação diluiria o lucro ajustado por ação, depois da amortização de ativos intangíveis adquiridos, mas que a posição seria revertida depois de três anos.

"Continuaremos a apoiar a equipe executiva em sua estratégia de transformar a Vodacom em operadora telefônica plena na África", declarou Vittorio Colao, o presidente-executivo da Vodafone. "Estamos confiantes de que a transação representará valor para os nossos acionistas".

A Telkom havia anunciado no começo do mês que tanto seu conselho quanto o governo da África do Sul, acionista do grupo, aprovavam a oferta.

O Vodacom Group terá ações cotadas na bolsa de Johanesburgo, e os 35 por cento de ações restantes da empresa serão redistribuídos aos acionistas da Telkom.

A empresa afirmou que isso propiciaria valor significativo para os acionistas da Telkom em um mercado volátil, e que depois da transação a empresa se concentraria na telefonia fixa e em suas oportunidades de expansão.

Como parte da transação, a identidade da Vodacom será mantida no continente africano e a empresa será o veículo único para investimentos da Vodafone na região, excluídos Gana e Quênia, onde ela já opera.