Fundos de capital de risco apostam em produção de games na China

quarta-feira, 12 de novembro de 2008 11:43 BRST
 

Por George Chen

XANGAI (Reuters) - As produtoras chinesas de videogames, cujos clientes muitas vezes incluem grandes nomes como Sony e Nintendo, estão atraindo empresas de capital de risco, que acreditam que o setor multibilionário possa continuar a crescer apesar da desaceleração na economia mundial.

A China não tem um longo histórico de jogos eletrônicos, mas no vizinho Japão, sede da Sony e da Nintendo, o país é conhecido por seus projetos populares de videogames e serviços de terceirização.

A China tem custos de mão-de-obra relativamente baixos e abundante oferta de programadores e artistas visuais, dizem especialistas setoriais.

E antes que a concorrência esquente, os investidores estão correndo para entrar no mercado, apesar da crise financeira que continua a se desenvolver nos Estados Unidos, a pior desde a Grande Depressão.

"A crise financeira pode trazer oportunidades ao setor de videogames, e antecipamos que mais e mais pessoas optem por ficar em casa e jogar um videogame com a família, quando a situação econômica não for boa", disse Su Fang, diretor executivo da Mine Loader Software.

A Mine Loader, que se especializa em terceirização de serviços de desenvolvimento de videogames e jogos online para diversas plataformas, entre as quais PCs, Microsoft Xbox, Sony Playstation e Nintendo Wii, recebeu milhões de dólares em investimentos da Fidelity Asia Ventures em sua primeira rodada de capitalização, em setembro.

A empresa planeja abrir capital fora da China por volta de 2012, diz Su, que era executivo da produtora de videogames Konami, uma das maiores do Japão, na China.

Algumas produtoras de jogos chinesas, entre as quais a Shanda Interactive Entertainment e a Giant Interactive Group, abriram capital em bolsas dos EUA nos últimos anos, à medida que os jovens chineses passaram a demonstrar mais interesse por jogos online para múltiplos jogadores.

Robert Hutter, sócio da Revolution Ventures, diz que o setor de jogos e entretenimento doméstico é "neutro em recessões", e pode atrair investimentos das empresas de capital de risco, que estão de olho em retornos suculentos quando os mercados se recuperarem.