Oi quer mais um ano para pagar licenças de 3G

quarta-feira, 12 de novembro de 2008 13:30 BRST
 

RIO (Reuters) - Diante do receio de que a crise mundial afete a capacidade de investimento, a Oi solicitou ao governo federal a prorrogação por um ano do prazo de pagamento da licença de terceira geração de telefonia móvel (3G) ou o parcelamento do passivo em seis anos, afirmou o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco.

Cerca de 10 por cento do valor da licença foi pago no ato de assinatura da compra das frequências, em abril deste ano, e o restante deve ser feito em 10 de dezembro desse ano.

Como as empresas podem optar por pagar o total restante ou usar o financiamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Falco calculou que esse passivo seria de aproximadamente 700 milhões de reais.

O medo da operadora, como afirmou o executivo a jornalistas, é se descapitalizar em um momento de escassez de crédito e de encurtamento de prazos de financiamento por conta da crise internacional.

"Acho que isso é bom para o Brasil. A crise que passamos é de curto prazo, mas cria uma falta de liquidez. Os governos têm ajudado várias indústrias dando liquidez", disse Falco, após participar de um seminário no Rio.

Ele lembrou que o próprio governo brasileiro já anunciou incentivo para alguns setores como bancos e montadoras, beneficiados pela liberação de recursos do compulsório bancário.

"Nossa indústria responde por 6 por cento do PIB e 10 por cento do investimento nacional. O que estamos dizendo é o seguinte: por enquanto não reduzimos investimento, eventualmente vamos ter que reduzir por falta de liquidez, e parece de bom tom não passar por isso. Não queremos benefício, queremos liquidez por um ano", adicionou Falco.

Ele frisou que quer mais um ano de fôlego para definir se paga à vista o passivo ou se parcela por mais 12 meses.

SÓ A CLARO PAGOU À VISTA   Continuação...