12 de Novembro de 2008 / às 18:54 / 9 anos atrás

Empresa de Taiwan quer disputar mercado de banda larga no Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa taiuanesa Comtrend decidiu abrir uma subsidiária no Brasil para disputar o mercado de equipamentos de banda larga, em especial os modems de conexão e os sistemas de ampliação da largura de banda vendidos às operadoras.

Apesar de enfrentar por aqui a concorrência de companhias como as chinesas Huawei e ZTE e de outra taiuanesa, a D-Link, a companhia aposta no crescimento da Internet de alta velocidade no país e no potencial da transmissão de TV pela Internet (IPTV), segmento no qual o Brasil ainda engatinha.

Como explicou Glauco Nunes, diretor-executivo da Comtrend para o Brasil, a companhia já vendia equipamentos aos países da América do Sul através de um representante nos últimos três anos.

“A operação ficou grande demais”, disse ele, em entrevista à Reuters. Por isso, a empresa decidiu abrir a subsidiária em São Paulo que passa a atender toda a região sul-americana.

A Comtrend já tem contratos para fornecer modems à Telefônica, à GVT e à Sercomtel no país. “O foco da empresa no mundo inteiro é vender somente para as operadoras”, afirmou.

Segundo ele, os volumes de vendas atingidos no Brasil já levam a Comtrend a avaliar a produção local. Hoje, a empresa só tem fábricas na China.

“Até 150 mil unidades, não valeria a pena produzir localmente, mas acima disso já começa a justificar”, afirmou.

Ele preferiu não revelar o volume já vendido no país, mas informou que só para a Telefônica tem pedidos de mais de 100 mil modems ADSL (ligados aos fios de cobre da linha telefônica).

EXPECTATIVAS COM IPTV

Nunes reconhece que, fora da Ásia, “a América do Sul é hoje o mercado mais concorrido” em equipamentos de banda larga. “Há muitos fabricantes, mas nem todos atingem a mesma competitividade que nós”, acrescenta.

Segundo ele, a empresa acredita que a demanda por banda larga no Brasil e na América do Sul continue forte, especialmente após a popularização da IPTV, que vai gerar a necessidade de maiores larguras de banda para a transmissão dos programas.

“O Peru e a Colômbia estão com índices de crescimento maiores na região, mas o Brasil ainda tem o maior volume”, apontou.

Segundo dados do Barômetro Cisco de Banda Larga, levantamento feito pela consultoria IDC a pedido da Cisco, o Brasil tinha 10,04 milhões de conexões de banda larga ao final do primeiro semestre deste ano.

O número representa um salto de 48,3 por cento sobre as 6,78 milhões existentes em junho de 2007.

Do total de conexões, a maior fatia--63 por cento-- é feita por linhas ADSL, segmento em que a Comtrend atua.

A empresa também fornece sistemas que ampliam as velocidades da banda, produtos para os quais espera uma demanda maior após a disseminação da IPTV, disse Nunes.

De acordo com outro estudo da Cisco, a América Latina terá a maior taxa mundial de crescimento de tráfego de Internet até o ano de 2012, com um aumento projetado de 61 por cento em 5 anos, segundo o estudo Visual Networking Index (VNI).

Reportagem de Taís Fuoco, Edição de Vanessa Stelzer

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