18 de Novembro de 2008 / às 17:41 / em 9 anos

Microsoft vê 2009 positivo no Brasil e lança ajuda a empresas

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A Microsoft espera um crescimento do faturamento no Brasil em seu ano fiscal de 2009 e deve manter os investimentos em relação a este ano, apostando que o país crescerá mais que a média mundial, afirmou nesta terça-feira o presidente da empresa no Brasil, Michel Levy.

Com um discurso otimista de que a crise financeira internacional cria “oportunidades de negócios”, o executivo prefere chamar o momento atual de “rearranjo” ou “transformação” da economia, em que setores que antes da crise vinham perdendo com o dólar se desvalorizando contra o real passaram a ganhar, enquanto o inverso aconteceu com os segmentos econômicos que até setembro estavam se beneficiando da força da moeda brasileira.

Evitando falar em números precisos de faturamento e investimentos, o chefe da operação brasileira da maior empresa de software do mundo afirmou que “sem dúvida vamos nos beneficiar de nosso momento de expansão no Brasil”.

A companhia ampliou seu quadro de pessoal em cerca de 30 por cento nos últimos dois anos no país, ampliando seus escritórios de 8 para 14 e o total de funcionários para 550.

“O atual momento é para nós momento de acelerarmos nosso crescimento para capturarmos as oportunidades que estão surgindo. Atuamos agora no Brasil todo e, enquanto clientes de um setor podem ir mal, outros vão bem”, disse Levy. O executivo participou de anúncio de programa da Microsoft para apoio ao crescimento de empresas iniciantes de tecnologia.

Ele citou como exemplo setores calçadistas e de móveis com foco em exportação, que estão sendo beneficiados com a desvalorização do real diante da moeda norte-americana--de 7,1 por cento nos últimos 30 dias. “Estive em uma reunião (com clientes) na semana passada em que não ouvi a palavra crise nenhuma vez”, afirmou o executivo.

Em compensação, Levy citou impactos sentidos em setores vinculados mais diretamente ao crédito como financeiro, automotivo e construtoras, mas não deu mais detalhes.

“Creio que a oportunidade agora está em produtos de mobilidade e que são capazes de reduzir custos (...)”, disse o executivo sobre tecnologias como virtualização, em que a capacidade de servidores pode ser melhor aproveitada com o uso de vários sistemas operacionais no mesmo equipamento. “Tecnologia da Informação é uma necessidade absoluta para a competitividade.”

APOIO A PEQUENOS

O programa lançado pela companhia nesta terça-feira, Microsoft SOL, tem como meta apoiar empresas embrionárias que desenvolvem produtos ou serviços baseados em software, seja de código proprietário ou livre.

A iniciativa de três anos fornecerá às empresas iniciantes, por preço simbólico de 100 dólares, um pacote com 55 programas da Microsoft e consultoria de negócios online e, para empresas selecionadas, consultoria presencial.

Perguntado sobre se a época para o lançamento do programa, marcada por escassez de crédito, é adequada, o presidente da Microsoft Brasil afirmou que “o momento é bom sim. Mostra confiança no estímulo ao conhecimento. Não estamos olhando para o curtíssimo prazo.”

E o diretor de inovação e novas tecnologias da empresa, Carlos Ferreira, emendou: “É um programa para empresas embrionárias, que precisam de um mínimo de recursos técnicos para seu desenvolvimento. Normalmente neste estágio muito pouco capital é exigido.”

A companhia investiu nos últimos cinco anos 85 milhões de reais em iniciativas de promoção ao desenvolvimento de software no país e conta com 21 centros de inovação em 9 Estados do Brasil.

Edição de Taís Fuoco

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