19 de Novembro de 2008 / às 12:07 / em 9 anos

Novo presidente do Yahoo precisa aceitar acordo com Microsoft

<p>Painel do Yahoo! &eacute; visto na Times Square, em Nova York, no dia 18 de novembro. Para impressionar os acionistas, o pr&oacute;ximo presidente-executivo do Yahoo s&oacute; precisa de uma qualifica&ccedil;&atilde;o: estar disposto a aceitar um acordo com a Microsoft. REUTERS/Brendan McDermid (UNITED STATES)</p>

Por Anupreeta Das

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - Para impressionar os acionistas, o próximo presidente-executivo do Yahoo só precisa de uma qualificação: estar disposto a aceitar um acordo com a Microsoft.

Isso acontece porque um acordo como esse continua a ser a melhor opção para o Yahoo, na ausência de um plano alternativo para a reversão da crise na empresa, dizem analistas.

Mas caso a Microsoft venha um dia a tomar o controle do Yahoo, os acionistas devem estar preparados para aceitar preço muito inferior aos 47,5 bilhões de dólares que a gigante do software chegou a oferecer alguns meses atrás.

Analistas de Wall Street estimam que a Microsoft não ofereceria mais que 17 a 20 dólares por ação do Yahoo, agora; as ações da empresa caíram abaixo dos 12 dólares, ante os 30,25 dólares atingidos em fevereiro.

A publicidade online em formato banner, um dos negócios cruciais do Yahoo, também encolheu, com os cortes de verbas de anunciantes para suas promoções na Web, em meio à desaceleração na economia mundial.

Sob o presidente-executivo Jerry Yang, que na segunda-feira anunciou que deixaria o posto assim que o conselho encontre um substituto, o Yahoo saiu em busca de alternativas a ser adquirido e estudou parcerias com o Google e com a divisão America Online da Time Warner.

Mas o Google, que fechou um acordo de publicidade vinculada a buscas com o Yahoo em junho e abandonou a idéia devido às crescentes preocupações das autoridades regulatórias com problemas à concorrência, não parece inclinado a voltar à mesa de negociações.

Enquanto isso, os meses de discussão entre Yahoo e Time Warner sobre uma fusão entre a empresa e a divisão America Online não resultaram em acordo, até o momento.

E a Microsoft, apesar de todas as suas declarações em contrário, ainda precisa dos ativos do Yahoo para solidificar sua presença nos mercados de busca e publicidade online, dizem analistas.

Mas a situação com a Microsoft será resolvida apenas quando o novo presidente-executivo do Yahoo procurar a empresa para negociar um novo acordo.

“Não é a Microsoft que vai ligar e oferecer 17 dólares por ação”, disse Mark May, analista da Needham & Co.

“Se o Yahoo quer fazer um acordo, seu conselho precisa ter concordar completamente” sobre o preço pelo qual querem vender a companhia, acrescentou May.

A Microsoft ofereceu comprar o Yahoo por 44,6 bilhões de dólares em 31 de janeiro, mas o Yahoo rejeitou a oferta. A gigante do software depois melhorou sua proposta em dinheiro e ações para 47,5 bilhões de dólares, mas desistiu depois que as negociações sobre o preço fracassaram.

A Microsoft depois voltou com uma proposta de comprar os ativos de busca do Yahoo, mas a empresa recusou de novo, preferindo se aliar ao Google.

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