21 de Novembro de 2008 / às 11:53 / 9 anos atrás

Tripulação do Endeavour tem novos problemas em saída ao espaço

Por Chris Baltimore

HOUSTON (Reuters) - Tripulantes do ônibus espacial Endeavour enfrentaram mais dificuldades na sua segunda saída ao espaço, na quinta-feira, quando a roupa de um astronauta apresentou níveis elevados de dióxido de carbono. Na missão anterior, um colega dele perdera a sacola de ferramentas no espaço.

Heidemarie Stefanyshyn-Piper e Shane Kimbrough voltaram à câmara de ar Quest, na Estação Espacial Internacional, às 22h43 (hora de Brasília), depois de passarem 6 horas e 45 minutos no espaço.

A principal tarefa deles era consertar uma das duas dobradiças que permitem movimentar as "asas" da Estação na direção do sol, sua fonte de energia.

Os astronautas tiveram de dividir pistolas de graxa e outras ferramentas depois que o kit de Stefanyshyn-Piper saiu flutuando pelo espaço, na terça-feira. Seu conteúdo era avaliado em 100 mil dólares.

Durante a saída de quinta-feira, os níveis de dióxido de carbono dentro do traje de Kimbrough subiram acima do limite adotado pela Nasa. O astronauta teve de voltar â câmara de ar um pouco antes do previsto.

"Não representou uma mudança drástica nos nossos planos", disse John Ray, coordenador de caminhadas espaciais da Nasa. Kimbrough, segundo ele, não correu riscos e nem sofreu sintomas adversos.

Foi a segunda das quatro caminhadas espaciais planejadas para os 15 dias de missão. Já houve uma reprogramação depois que Stefanyshyn-Piper perdeu as ferramentas.

Na atividade de quinta-feira, ela usou toalhas pré-lubrificadas para capturar partículas metálicas, enquanto Kimbrough usava a pistola de graxa restante para trabalhar no braço mecânico da estação, onde o Endeavour atracou no domingo, com a tarefa de ampliar o complexo orbital de modo que ele possa receber seis tripulantes permanentes.

Atualmente, grupos de três se revezam na estação, cujo primeiro módulo completou dez anos de lançamento na quinta-feira. Aquele compartimento, o Zarya, foi financiado pelos EUA e construído pela Rússia.

A Nasa pretendia concluir a estação em oito anos, mas atrasos por causa do acidente com o ônibus Columbia, em 2003, provocaram um adiamento para 2010.

"Tivemos várias questões significativas para lidar na Estação Espacial Internacional, e a solução para eles sempre foi nos unir aos nossos parceiros", disse o subgerente da Nasa para a estação, Kirk Shireman.

O complexo, orbitando 340 quilômetros acima do planeta, tem um custo de 100 bilhões de dólares, dividido entre 16 países. Desde a chegada do Zayra, a estação já completou 57,3 mil órbitas em torno da Terra e recebeu 167 pessoas -- inclusive 6 turistas -- de 15 países, entre eles o Brasil.

A atual missão do Endeavour é a 27a. de um ônibus espacial na estação. Ainda há oito viagens programadas antes que os ônibus norte-americanos sejam aposentados, em 2010. Uma outra missão está programada para realizar a manutenção no telescópio orbital Hubble.

Reportagem adicional de Irene Klotz

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