Executivos de TI dizem ter aprendido com crash da Internet

sexta-feira, 21 de novembro de 2008 15:38 BRST
 

Por Georgina Prodhan

BARCELONA (Reuters) - Executivos de tecnologia disseram em conferência esta semana que aprenderam as lições do crash da Internet, que reduziu em cinco trilhões de dólares os valores das ações de tecnologia, no começo de século, e que isso os ajudaria a atravessar as atuais dificuldades.

Os executivos estavam se esforçando por defender o investimento em suas empresas, e declararam que a experiência adquirida os havia deixado em melhor forma para sobreviver à iminente recessão, se comparados a outros setores que não enfrentaram os mesmos problemas.

"Tivemos uma crise nas telecomunicações em 2001, e creio que aprendemos algumas coisas importantes na Ericsson, e tê-las em mente agora será válido", disse Hans Vestberg, vice-presidente financeiro da empresa durante a conferência do Morgan Stanley sobre tecnologia, mídia e telecomunicações.

"O foco deve ser o custo, não importa o que esteja acontecendo... foi o que aprendemos em 2001 e temos sempre em mente", disse ele. "Você pode perceber que nos últimos 12 meses estamos concentrados na geração de caixa. E continuaremos assim".

Os temas de gerar caixa, cortar custos, diversificar a base de consumidores e ampliar a proporção de receitas recorrentes foram muito repetidos por empresas de setores como software, telecomunicações e os serviços de tecnologia da informação.

Leo Apotheker, co-presidente executivo da gigante do software de gestão SAP, apontou para os 40 por cento de vendas da empresa que derivam de fontes constantes, tais como manutenção e serviços, hoje, ante apenas metade dessa proporção em 1998.

A SAP finalmente começou a mostrar as marcas da pressão econômica mundial no terceiro trimestre, alertando na semana passada que suas vendas haviam caído dramaticamente nas duas semanas finais de setembro.

A Autonomy, uma empresa britânica cujo software ajuda companhias a cumprir regulamentações financeiras, também elevou suas receitas recorrentes a 50 por cento do faturamento, ante os 25 por cento de 2002.