25 de Novembro de 2008 / às 15:57 / 9 anos atrás

TIM: governo está sensível a pleitos para aliviar o caixa

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Apesar de o governo ter negado, na semana passada, o pedido das operadoras para adiar o prazo de pagamento das licenças de terceira geração (3G), o presidente da TIM afirmou nesta terça-feira que as negociações continuam para outras alternativas.

De acordo com Mario Cesar Pereira de Araujo, o adiamento do pagamento das licenças “era uma das formas que estudávamos com o governo”.

Ele afirmou, entretanto, em encontro com jornalistas, que outras opções, como linhas de financiamento do BNDES ou a postergação de pagamentos de fundos setoriais, como o Fistel (que deverá ser pago em março do próximo ano), podem ser adotadas.

“Entendemos que pode haver em 2009 algum represamento do crescimento, além da alta do dólar”, disse ele. Por isso, afirmou, governo e operadoras continuam a conversar sobre “alguma forma de aliviar o caixa das empresas”.

De acordo com o executivo, “a gente sente que o governo está interessado” e se mostra sensível aos pedidos, mas ele lembra que, como a decisão tem de ser feita em concordância com a arrecadação e com os demais setores, “não tem prazo” para ser concluída.

Depois do sinal de 10 por cento pago na assinatura do contrato em abril, as operadoras que adquiriram licenças de 3G devem pagar outra parcela ou o total no dia 10 de dezembro.

A Claro foi a única a pagar, na assinatura, a totalidade das licenças compradas. As demais devem optar por quitar todo o restante ou utilizar a opção de financiamento oferecida pela Anatel.

Araujo informou que a TIM “provavelmente não vai utilizar o financiamento da Anatel”. Segundo ele, a companhia “tem caixa para pagar” ou pode optar por financiamentos de curto prazo.

A parte que resta à TIM quitar das licenças é de 1,2 bilhão de reais, enquanto seu caixa no final de setembro era de 1,4 bilhão de reais.

IPHONE ATÉ O NATAL

O presidente da TIM também informou que “até o Natal, teremos iPhone” para oferecer aos clientes, mas disse ainda não poder dar detalhes da negociação da operadora com a Apple, criadora do modelo.

Até o momento, o iPhone é vendido no Brasil pela Claro e pela Vivo, mas a TIM já havia anunciado a disposição de também trazer o modelo, já que sua controladora Telecom Italia é a parceira exclusiva da Apple em seu país.

A TIM perdeu o segundo posto no ranking de número de clientes em setembro para a Claro, mas Araujo afirmou que “o posto nunca foi importante para nós” e se recusou a traçar uma data para recuperá-lo.

Segundo ele, a participação de mercado “é uma política interna de cada empresa” e a TIM está mais preocupada com a participação em receita.

Além disso, disse ele, os números da Anatel só envolvem as linhas de telefone móvel, e a TIM já acumula “mais de um milhão de clientes” entre telefonia fixa--para a qual adquiriu licença nacional em 2007--e modems de banda larga para conectar computadores.

Em outubro, segundo os números da Anatel, a Vivo continuou a liderar o mercado em número de clientes, com 43,06 milhões de assinantes, enquanto a Claro detinha 36,6 milhões e a TIM, 35,7 milhões. O país fechou o mês com 144,79 milhões de celulares ativos.

Araujo participou do lançamento do Venezia Cinema Italiano IV, festival de cinema italiano que a TIM patrocina este ano em 5 cidades do Brasil.

Edição de Vanessa Stelzer

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