TIM: governo está sensível a pleitos para aliviar o caixa

terça-feira, 25 de novembro de 2008 13:47 BRST
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Apesar de o governo ter negado, na semana passada, o pedido das operadoras para adiar o prazo de pagamento das licenças de terceira geração (3G), o presidente da TIM afirmou nesta terça-feira que as negociações continuam para outras alternativas.

De acordo com Mario Cesar Pereira de Araujo, o adiamento do pagamento das licenças "era uma das formas que estudávamos com o governo".

Ele afirmou, entretanto, em encontro com jornalistas, que outras opções, como linhas de financiamento do BNDES ou a postergação de pagamentos de fundos setoriais, como o Fistel (que deverá ser pago em março do próximo ano), podem ser adotadas.

"Entendemos que pode haver em 2009 algum represamento do crescimento, além da alta do dólar", disse ele. Por isso, afirmou, governo e operadoras continuam a conversar sobre "alguma forma de aliviar o caixa das empresas".

De acordo com o executivo, "a gente sente que o governo está interessado" e se mostra sensível aos pedidos, mas ele lembra que, como a decisão tem de ser feita em concordância com a arrecadação e com os demais setores, "não tem prazo" para ser concluída.

Depois do sinal de 10 por cento pago na assinatura do contrato em abril, as operadoras que adquiriram licenças de 3G devem pagar outra parcela ou o total no dia 10 de dezembro.

A Claro foi a única a pagar, na assinatura, a totalidade das licenças compradas. As demais devem optar por quitar todo o restante ou utilizar a opção de financiamento oferecida pela Anatel.

Araujo informou que a TIM "provavelmente não vai utilizar o financiamento da Anatel". Segundo ele, a companhia "tem caixa para pagar" ou pode optar por financiamentos de curto prazo.   Continuação...