Nokia suspenderá vendas no Japão, mas manterá marca de luxo

quinta-feira, 27 de novembro de 2008 10:09 BRST
 

Por Sachi Izumi

TÓQUIO (Reuters) - A Nokia, maior fabricante mundial de celulares, anunciou na quinta-feira que suspenderá a venda de celulares no Japão exceto pela marca de luxo Vertu, depois de enfrentar dificuldades para expandir sua presença no país.

A empresa finlandesa havia anunciado anteriormente que cortaria custos de maneira "decisiva", devido à expectativa de que as vendas de celulares encolham no ano que vem em função da desaceleração econômica.

O Japão é o quarto maior mercado mundial de celulares, depois de Estados Unidos, Índia e China. Mas responde por apenas uma pequena proporção das vendas da Nokia, cujos produtos não foram capazes de atrair os consumidores acostumados a modelos japoneses mais sofisticados.

As fabricantes de celulares também vêem baixa possibilidade de expansão no Japão, onde 109 milhões de pessoas, ou cerca de 85 por cento da população, já têm celulares. Além disso, um novo modelo de vendas baseado em preços mais elevados para os aparelhos deve reduzir em 20 por cento as vendas anuais de celulares no mercado japonês.

"No clima econômico atual, concluímos que continuar nosso investimento em produtos específicos para o Japão deixou de ser sustentável", afirmou Timo Lhamuotila, vice-presidente executivo da Nokia, em declaração.

Ele acrescentou que as operações japonesas da Nokia se concentrarão em pesquisa, desenvolvimento e obtenção de componentes para produtos destinados ao mercado mundial, bem como em projetos específicos como a marca Vertu.

As excentricidades do mercado japonês de celulares impediram que empresas estrangeiras, entre as quais rivais da Nokia como a Samsung Electronics e LG Electronics, conquistassem sucesso junto aos consumidores japoneses.

A maioria dos celulares em uso no Japão se conectam a redes de terceira geração e oferecem recursos como acesso a programação de TV e funções de pagamento eletrônico.

Isso torna difícil para os fabricantes estrangeiros de celulares concorrer com os modelos produzidos no país.