Site de buscas na China promete reforma após escândalo

sexta-feira, 28 de novembro de 2008 10:35 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - A Baidu, líder em buscas de Internet na China, anunciou nesta sexta-feira que reformará suas operações após a imprensa estatal informar que havia autorizado serviços médicos não licenciados a ter posições mais altas nos retornos de busca para que conquistassem mais clientes.

A Baidu, que tem ações negociadas na Nasdaq, foi acusada em um programa da TV estatal chinesa de permitir que serviços não licenciados pagassem por posições de destaque nos retornos de sua plataforma de buscas, o que rendeu mais visitas de usuários para ofertas de tratamentos dispendiosos e inúteis.

As alegações despertaram amplas críticas públicas à empresa e provocaram queda das ações. Agora, o presidente-executivo do grupo, Robin Li, prometeu tomar providências.

"Removemos as palavras-chave dos quatro clientes mencionados na reportagem e começamos a verificar com mais cuidado as licenças de todos os demais hospitais e farmácias que constam de nossas listas de clientes", disse Li à agência oficial de notícias Xinhua.

Ele afirmou que a empresa havia demitido funcionários devido ao escândalo e que novas demissões seriam realizadas.

"Os funcionários da Baidu que estiveram envolvidos no escândalo serão punidos. Já demitimos pessoas que ajudaram a forjar documentos para os fornecedores não licenciados."

A reportagem na TV descreveu diversas pessoas doentes que usaram a Baidu nabusca de tratamentos e foram conduzidas a hospitais e tratamentos não licenciados e dispendiosos que não as curaram.

A Baidu domina o mercado de buscas e publicidade na Web chinesa e detém cerca de dois terços da audiência no mercado mais populoso do mundo.

O Google, líder mundial em buscas, ocupa distante segundo posto no mercado da China.

(Por Chris Buckley)