Teles se dizem prontas para novas regras de call center

sexta-feira, 28 de novembro de 2008 16:54 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - As operadoras de telefonia dizem estar prontas a atender as novas regras dos atendimentos telefônicos, que entram em vigor na próxima segunda-feira.

Elas dizem ter feito contratações de pessoal e adaptações em seus sistemas, mas algumas alertam que tais investimentos podem acabar sendo repassados para o consumidor.

O diretor de regulamentação da Vivo, Sergio Assenço, afirmou nesta sexta-feira, ao participar do Fórum Telequest, que a companhia "teve de contratar gente e se preparar, mas isso tem um custo que vai ser repassado ao consumidor".

Segundo ele, "não tem mágica, ninguém pode trabalhar no prejuízo".

O diretor de assuntos corporativos da Claro, Antônio Brito, ponderou, no mesmo evento, que o problema das novas regras é que as empresas são cobradas a ter "qualidade da Suécia, preço da Índia e carga tributária do Brasil".

Segundo ele, "não há nenhum problema em se exigir qualidade da Suécia", mas isso pode comprometer os preços, a menos que seja revista a carga tributária.

O vice-presidente de planejamento estratégico da Telefónica, Maurício Giusti, lembrou que, no caso da operadora, algumas regras que entram em vigor no dia 1o de dezembro já são atendidas, como o atendimento 24 horas e adaptado a atender deficientes.

Mesmo assim, ele informou aos jornalistas nesta sexta-feira que a companhia investiu algo como 50 milhões de reais em contratações, treinamento e troca de sistemas, ampliando o call center em 2.000 pessoas.

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