December 1, 2008 / 5:44 PM / in 9 years

Progresso é lento na luta contra o abuso infantil pela Internet

3 Min, DE LEITURA

Por Stuart Grudgings

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As autoridades do mundo todo estão vencendo batalhas contra a pornografia infantil e os abusos às crianças pela Internet, mas a guerra continua enquanto criminosos se escondem em "ciberesconderijos" e a tecnologia avança, trazendo novos perigos.

Apesar do número de sites que oferecem imagens e vídeos pornográficos ter caído, na medida em que alguns países apertam o cerco, os crimes migram para locais da Web mais difíceis de serem rastreados e para novos sites de redes sociais, dizem especialistas.

Brasil e Rússia endureceram as leis contra o abuso de crianças pela Internet, mas algo como 80 países ainda não têm leis específicas contra a pornografia infantil.

"Isto está evoluindo, mas não está diminuindo", disse Ethel Quayle, professor de Psicologia da Universidade de Edinburgh que se especializou no assunto. "O número de criminosos não cai e os bancos de dados da polícia estão constantemente adicionando novos materiais."

Quayle foi um dos três mil delegados do Congresso Mundial contra a Exploração Sexual de Crianças, promovido pela organização das Nações Unidas no Rio de Janeiro na semana passada, que convocou os países a ampliarem a cooperação contra o abuso online.

A organização Internet Watch Foundation (IWF), que monitora casos de pornografia infantil pela Web, registrou um aumento de quatro vezes na divulgação de imagens sobre abuso de crianças na rede mundial entre 2003 e 2006.

No relatório anual de 2007, ela notou alguns avanços na luta contra esse tipo de site, com uma queda de 10 por cento no número de domínios relacionados a esse tipo de crime.

Eua Tem Mais Sites Abusivos

O número de sites hospedados por empresas britânicas com imagens de abuso infantil caiu para menos de 1 por cento do total global, enquanto era de 20 por cento uma década atrás.

Em contraste, os Estados Unidos contam com algo como 60 por cento desse tipo de site, diz a IWF. Preocupações com a liberdade de expressão e o grande número de servidores de Internet naquele país estão atrasando a luta contra esse crime no país.

Os dados da IWF, entretanto, não cobrem grupos novos de serviços, como Second Life, ou redes sociais, como Orkut e Facebook, nos quais os especialistas dizem ver muita atividade ligada à pornografia infantil.

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