Telecom Italia venderá ativos e manterá TIM Brasil

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 12:44 BRST
 

Por Georgina Prodhan e Deepa Babington

ROMA (Reuters) - A Telecom Italia, quinta maior empresa de telecomunicação da Europa e onerada por dívidas, vai se desfazer de ativos no valor de quase 4 bilhões de dólares. Além disso, a empresa cortará 5 por cento de sua força de trabalho na tentativa de diminuir custos diante do enfraquecimento da economia.

A empresa confirmou seu objetivo de fortalecer presença no Brasil. A estratégia consta de plano de negócios de 2009-2011 anunciado nesta quarta-feira, apesar das notícias recentes de que a companhia poderia considerar separar ou vender sua unidade no país, a TIM Participações.

A estratégia foca de maneira pesada na redução de custos e diminuição de dívidas que somam 37 bilhões de euros e depende, basicamente, de crescimento na Itália e no Brasil. A TIM tem sido a unidade de maior crescimento do grupo nos últimos anos.

"Nós estaremos nos concentrando na Itália e no Brasil e eu acredito que é mais que o suficiente para os próximos dois ou três anos", disse Franco Bernabe, presidente-executivo da empresa, a analistas em Londres, ao dizer que a companhia não tem planos de buscar aquisições em novos mercados.

Mas uma importante investidora da Telecom Italia, a Telefónica, também opera no Brasil, e analistas disseram que a companhia espanhola poderá ser uma eventual compradora da unidade a longo prazo.

Bernabe rejeitou a idéia de que a participação da Telefónica poderá levar a um conflito de interesses no Brasil.

"Nós temos dois membros do conselho que são executivos da Telefónica, mas quando eles sentam na mesa do conselho da Telecom Italia, eles estão defendendo os interesses da Telecom Italia", disse ele.

A empresa também afirmou que vai expandir negócios na Argentina, por meio do exercício de uma opção de compra para aumentar sua participação na Sofora, a companhia que controla a Telecom Argentina. Ativos não-fundamentais que somam cerca de 3 bilhões de euros sofrerão desinvestimentos.   Continuação...