3 de Dezembro de 2008 / às 18:38 / 9 anos atrás

Com salto de 28% na receita em 2008, HP Brasil descarta crise

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de ver a receita bruta no país crescer 28 por cento no ano fiscal de 2008 encerrado em 31 de outubro, a HP Brasil, maior fabricante mundial de computadores, nega ver sinais de crise no país, mas espera um certo período de “adaptação” nos primeiros meses de 2009.

Em 2007, segundo dados levantados pela consultoria IDC no relatório “as 15 maiores empresas de TI”, divulgado nesta quarta-feira, a HP aparece tecnicamente empatada com a IBM na receita bruta local em reais--ambas com 4,2 bilhões de reais.

A HP, entretanto, assumiu em agosto deste ano o controle da prestadora de serviços EDS, que sozinha faturou 970 milhões no ano passado, o que garante o primeiro lugar à HP.

Em 2008, segundo Mário Anseloni, presidente da companhia no país, a receita cresceu 28 por cento antes da integração total da EDS, processo que só estará concluído no Brasil em 2009.

Uma característica da companhia que era alvo de críticas, segundo ele, era o fato de atuar em vários segmentos diferentes, “hoje é a grande arma da HP”, disse ele, em encontro com a imprensa nesta quarta-feira.

Além de PCs, a companhia atua com impressoras, câmeras fotográficas, servidores, softwares e serviços de tecnologia.

Segundo ele, 2008 “foi um ano muito positivo do ponto de vista do crescimento com rentabilidade”, afirmou o executivo que, entretanto, não pode dar resultados específicos por região.

OUTUBRO ESPETACULAR

Anseloni afirmou que a companhia “não está operando de forma recessiva, está operando normalmente” e que teve, em outubro, um mês “absolutamente espetacular”, com taxa de crescimento das vendas mais de duas vezes superior à do ano todo.

Segundo ele, projetos estratégicos de grandes empresas começaram a sair da gaveta naquele mês. Além disso, o executivo também acredita que o medo de que o dólar pudesse subir ainda mais motivou empresas e consumidores a anteciparem compras futuras.

De acordo com o executivo, “o Brasil não está em crise, mas terá de se adaptar a um novo cenário global”.

Ele lembrou que o nível de endividamento do povo brasileiro “é muito baixo”, assim como o índice de risco dos bancos.

Para Anseloni, “o Brasil tem tudo para sair fortalecido” desse processo.

Ainda assim, o período de adaptação poderá reduzir as vendas de computadores nos primeiros seis meses de 2009, disse ele. “A venda de PCs deve crescer menos, deve ser ligeiramente maior que em 2008”, estimou o executivo.

INTEGRAÇÃO COM EDS AO LONGO DE 2009

A HP contratou 800 pessoas na área de serviços em 2008, além de outras 250 para a área de pesquisa e desenvolvimento.

Na medida em que a operação da EDS for integrada, Anseloni diz que há “uma expectativa de sinergia e de alguns ajustes”, que poderá, entretanto, ser compensada com a conquista de novos contratos, que exigirão novos profissionais.

Mundialmente, a companhia anunciou em setembro que planejava cortar algo como 24,6 mil empregados em todo o mundo para a integração com a EDS nos próximos três anos. Segundo a HP, metade dos cortes serão feitos nos Estados Unidos.

Anseloni informou que a marca EDS deve ser mantida como uma unidade de negócios da HP e que a consolidação física e das entidades legais deverá estar concluída a partir da segunda metade de 2009.

“Estamos avaliando do ponto de vista das funcionalidades e das eficiências quais prédios devem ser mantidos”, explicou, já que ambas as companhias têm diversos prédios no Brasil, entre área administrativa, fábrica de software e centro de pesquisas.

Edição de XX

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below