Reparos no colisor do "Big Bang" custarão até US$29 milhões

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008 11:26 BRST
 

Por Laura MacInnis

GENEBRA (Reuters) - Reparar o gigantesco colisor de partículas construído para simular o "Big Bang" pode custar até 35 milhões de francos suíços (29 milhões de dólares), anunciou na sexta-feira o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern).

Ao anunciar novo adiamento na retomada das atividades do Grande Colisor de Hádrons, que agora deve acontecer apenas na metade do ano que vem, James Gillies, porta-voz do Cern, informou que os reparos custarão 15 milhões de francos suíços, e que peças sobressalentes poderiam custar 10 milhões a 20 milhões de francos suíços adicionais.

O construção do imenso colisor, maior e mais complexa máquina já montada, custou 10 bilhões de francos suíços, e o projeto é bancado pelos 20 países europeus que são membros do Cern e por contribuições de outras nações, entre as quais Estados Unidos e Rússia.

"Não solicitaremos dinheiro adicional aos países membros; vamos enfrentar as despesas usando recursos do orçamento atual do Cern", disse Gillies.

O colisor foi projetado para recriar as condições que existiram logo depois do Big Bang, que para a maioria dos cosmologistas foi o momento de criação do Universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

O aparelho gera colisões entre feixes de partículas em velocidades próximas à da luz. Os físicos planejam observar os resultados dessas explosões em busca de partículas novas ou até agora não observadas, com base nas quais novos segredos da ciência poderiam ser revelados.

Os cientistas colocaram o colisor em operação com grande alarde em setembro, disparando feixes de prótons pelo túnel subterrâneo de 27 quilômetros de extensão que faz parte do aparelho. Mas nove dias mais tarde se viram forçados a suspender as operações quando um problema elétrico causou vazamento de hélio.

Gillies informou que o vazamento de hélio causou "danos mecânicos bastante consideráveis ao acelerador".

Repará-lo vai requerer que 53 dos 57 ímãs instalados no túnel do colisor, que fica sob a fronteira entre França e Suíça, perto de Genebra, sejam removidos e depois recolocados.