Cidadão de país emergente quer mais serviços na Web

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008 13:16 BRST
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Cidadãos de países emergentes já usam a Internet com frequência, mas estão sedentos por novos serviços que facilitem sua vida na rede mundial e estariam, inclusive, dispostos a pagar por eles, especialmente se eles forem ligados à saúde, trabalho e educação, afirma uma pesquisa patrocinada pela fabricante de equipamentos de rede Cisco Systems.

O acesso à Web pelo celular, entretanto, não tem atendido às necessidades de conectividade dessa população, enquanto os meios de acesso em locais públicos, como cibercafés e telecentros comunitários, estão condenados a sumir em pouco tempo, na medida em que desempenham um papel intermediário até que grande parte da população consiga comprar seu próprio PC, de acordo com o levantamento.

As conclusões fazem parte do estudo "Cities: Net Opportunity", realizado a pedido da Cisco pelo Instituto Illuminas, a partir de entrevistas em 24 cidades de seis países emergentes--Argentina, Brasil, México, Polônia, Rússia e África do Sul. No Brasil, quatro cidades foram pesquisadas (São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Manaus).

Segundo Enrique Rueda-Sabater, diretor de estratégia da Cisco para mercados emergentes, o objetivo da empresa ao encomendar o estudo é "entender um pouco qual é o momento de adoção de tecnologia e uso de Internet nessas cidades, entender que tipo de uso e serviços existem e ter uma idéia sobre a expectativa da população para o futuro".

Em entrevista à Reuters, ele explica que "não se tratava de gerar estatísticas, mas de entender como está a dinâmica de uso da Internet e de serviços online".

Segundo ele, "a grande surpresa da pesquisa foi a similaridade entre os três grupos de usuários sobre o futuro". O estudo ouviu usuários que acessam a Internet com bastante frequência, os que usam a Web esporadicamente e os que ainda não têm acesso.

Todos eles esperam usar a Internet em proporções muito significativas no futuro. "O nível de familiaridade com Internet é muito alto e as expectativas são altíssimas", disse Rueda-Sabater.

Por exemplo, 18 por cento das pessoas ouvidas já usam atualmente serviços online para procurar emprego, mas 51 por cento gostariam de usá-los no futuro.   Continuação...