Sony cortará 16 mil empregos e economizará US$1,1 bilhão

terça-feira, 9 de dezembro de 2008 12:50 BRST
 

Por Nathan Layne e Kentaro Hamada

TÓQUIO (Reuters) - A Sony Corp informou que cortará 16 mil empregos, restringirá investimentos e deixará negócios para economizar 1,1 bilhão de dólares por ano, em um momento em que a crise financeira global devasta a demanda por seus produtos eletrônicos.

O corte de empregos é o maior anunciado por uma empresa asiática até o momento em meio à crise e ressalta os desafios que a Sony enfrenta. A empresa teve vendas no setor de música portátil abaixo daquelas do iPod, da Apple, e está perdendo dinheiro no setor de televisores de tela plana.

A Sony informou que cortará 8 mil empregos regulares, ou aproximadamente 4 por cento de sua força de trabalho de 185,8 mil funcionários, e número igual ou superior de funcionários temporários ou terceirizados.

"Os números parecem grandes, mas essa redução de funcionários não será suficente. A Sony não tem nenhum negócio de núcleo que gera lucros estáveis", disse Katsuhiko Mori, gerente de fundos do Daiwa SB Investments.

A Sony não é a única sofrendo. A rival japonesa Panasonic diminuiu suas perspectivas de lucro no último mês, enquanto a sul-coreana Samsung informou nesta segunda-feira que cortará os investimentos em capital e alertou sobre os tempos difíceis.

A Sony indicou a necessidade de reestruração em outubro, quando cortou em mais da metade sua perspectiva anual de lucro, culpando a desaceleração da demanda pelos televisores com tela de cristal líquido da linha Bravia e por câmeras digitais Cyber-shot. A empresa também citou um iene mais fortalecido como razão.

"A perspectiva da economia global sugere que as coisas ficarão mais difíceis para a Sony no próximo ano, e a empresa não pode esperar uma recuperação sem fazer essas medidas de reestruturação", disse Fujio Ando, diretor administrativo sênior do Chibagin Asset Management

A Sony disse que irá aumentar os preços de alguns produtos eletrônicos na Europa em resposta a um euro mais fraco.

A empresa também revelou planos para reduzir 5 ou 6 lugares de sua rede de 57 pontos de fabricação, ao tercerizar o serviço e ao mudar e consolidar fábricas para áreas de baixo custo. Anteriormente nesta semana, a empresa anunciou de uma fábrica de fitas de vídeo na França.

(Reportagem adicional de Junko Fujita, Yuko Inoue e Aiko Hayashi em Tóquio, So Eui Rhee em Seul)