10 de Dezembro de 2008 / às 19:36 / 9 anos atrás

Claro descarta redução de investimentos em 2009

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Apesar da expectativa anunciada de que o grupo mexicano América Móvil reduza investimentos na América Latina em 2009, em relação a 2008, a subsidiária brasileira do grupo Claro descarta reduzir o capital investido no país no próximo ano.

Carlos Slim, magnata que controla a América Móvil, afirmou a jornalistas na segunda-feira, em um evento no México, que irá aplicar 4 bilhões de dólares em telecomunicações em 2009, dos quais perto de 1 bilhão no seu país de origem e 3 bilhões nas operações da América Móvil, cifra que foi de 4 bilhões de dólares este ano.

Do volume que a companhia irá aplicar na região, o Brasil ficará com algo como 1 bilhão de dólares, enquanto neste ano o total foi de algo como 1,25 bilhão de dólares, segundo João Alberto Santos, diretor financeiro da Claro.

Ele lembrou, entretanto, que em 2008 a companhia aplicou 1,4 bilhão de reais, dos recursos de investimentos, na compra de licenças de terceira geração, além de ter investido na implantação dessa rede desde o final do ano passado. Em 2009, não há o dispêndio com o pagamento de licenças.

"Vamos continuar investindo e investindo bastante", disse João Cox, presidente da Claro, a jornalistas nesta quarta-feira.

"Se queremos continuar a crescer, não há outra forma, temos que investir", reiterou ele. Em setembro deste ano, a Claro ultrapassou a TIM e se tornou a segunda maior operadora móvel do país em número de clientes.

Cox afirmou que a companhia "não tem limite para investir" e vai aplicar "o que for necessário" para acompanhar o crescimento.

Na sua opinião, o mercado brasileiro de celular deverá continuar a crescer "dois dígitos" em 2009. Ele explicou que cada novo cliente adicionado à base exige a instalação de equipamentos de infra-estrutura e de atendimento, alimentando o ciclo de investimentos.

INTERESSE EM NOVAS LICENÇAS

Cox ainda apontou que a companhia também estaria interessada em novas licitações de frequência, caso elas aconteçam, diante da demanda cada vez maior por tráfego de voz e, especialmente, de dados.

Quando o governo leiloou as faixas de terceira geração no ano passado, reservou uma banda --a banda H-- para um outro momento, como forma de estimular a competição. Ainda não há data para esse leilão.

Além disso, a Oi devolveu licenças na região Norte do país, depois de comprar a Amazônia Celular, e existem frequências ainda de segunda geração na região do Triângulo Mineiro.

Cox afirmou que a companhia não tem percebido nenhum freio de consumo neste final de ano, tanto por telefonia como por banda larga, e que por isso acredita na manutenção do crescimento do setor em 2009.

MAIORES MARGENS

De acordo com Santos, que assumiu o posto há 60 dias na Claro, vindo da Brasil Telecom, a ordem para 2009 é "crescer com qualidade", ou seja, com aumento das margens.

Não há, segundo a empresa, uma meta que possa ser anunciada, mas os subsídios, por exemplo, deverão privilegiar os clientes de maior valor, segundo Santos.

Edição de Alexandre Caverni

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