Brasil adiciona 26 milhões de celulares no ano até novembro

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008 15:52 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil alcançou 147,052 milhões de celulares ativos no mês de novembro, segundo dados preliminares informados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta segunda-feira.

O volume representa quase 27 por cento de crescimento em relação ao número de novembro de 2007, que era de 116,313 milhões de linhas móveis.

O dado também aponta o acréscimo de 2,25 milhões de celulares no mês de novembro, ainda que os números sejam preliminares, a partir da informações prestadas pelas operadoras à Anatel. Em novembro de 2007, as adições haviam sido de 1,6 milhão.

No ano, o Brasil adicionou 26 milhões de novas linhas celulares e, nos últimos 12 meses 30,7 milhões.

VIVO PERDE E CLARO GANHA

Os números preliminares mostram uma ligeira queda na participação de mercado da Vivo, que ainda é a maior operadora do país, enquanto a Claro --que assumiu a segunda posição em setembro-- subiu ligeiramente.

Com 43,43 milhões de assinantes, a Vivo passou a ter em novembro 29,53 por cento do total de clientes do país, seguida pela Claro, com 25,42 por cento, e a TIM, com 24,53 por cento.

A Oi também subiu, como reflexo de sua entrada agressiva em São Paulo a partir de outubro, e passou a deter 16,53 por cento, enquanto a Brasil Telecom, que ela tenta comprar, reduziu sua parcela ligeiramente para 3,63 por cento.

A "aeiou", antiga Unicel, que começou a operar na região metropolitana de São Paulo em agosto, passou a 14 mil assinantes em novembro (0,01 por cento do total), ante os 12 mil que detinha no mês anterior.

A analista Vera Rossi, do Morgan Stanley, apontou em relatório as ações da Vivo e da América Móvil como as suas preferidas diante do seu acesso a capital para implantação de rede e de canais de venda, a execução de seu plano administrativo e pelo crescimento do número de assinantes e receita de forma similar, mostrando que elas "estão capturando os melhores consumidores".

(Por Taís Fuoco, Edição de Alexandre Caverni)