Venda de PCs no Brasil deve ficar estável em 2009, diz IDC

terça-feira, 16 de dezembro de 2008 12:23 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de computadores pessoais no Brasil em 2009 devem ficar estáveis em relação a 2008, quando o volume de máquinas vendidas deverá crescer sobre o ano anterior, informou a empresa de pesquisa de mercado IDC, nesta terça-feira.

No próximo ano, devem ser comercializadas cerca de 12 milhões de desktops e notebooks, número próximo ao que será registrado em 2008, informou a IDC.

"O efeito mais forte da crise concentra-se no primeiro semestre (de 2009), mas a partir do segundo semestre espera-se que a economia volte a reagir. Para o ano de 2010, a previsão é otimista, uma vez que esperamos uma recuperação das altas taxas de crescimento", informou em comunicado o analista Luciano Crippa, da IDC.

No início do mês, a IDC divulgou que espera que as vendas de computadores pessoais no mundo cresçam apenas 3,8 por cento em 2009, com o valor dos embarques caindo 5,3 por cento. No segundo trimestre, a empresa previa que as vendas cresceriam 13,7 por cento em volume e 4,5 por cento em valor em 2009.

A empresa revisou para baixo a estimativa de crescimento das vendas de PCs no Brasil em 2008. A previsão passou de expansão de 18 por cento sobre 2007 para 12,7 por cento. Para o mundo, a companhia espera alta de 12,4 por cento nas vendas em 2008 e de 10,9 por cento em 2010.

A IDC informou no comunicado global que os mercados emergentes da América Latina, Europa Central, Oriente Médio e África serão os mais afetados. A empresa citou entre os motivos queda nos preços de commodities, valorização do dólar e acesso restrito à crédito.

Dos cerca de 12 milhões de PCs que serão vendidos no Brasil este ano, 60 por cento deles são destinados ao uso doméstico, de acordo com a empresa de pesquisa.

Até setembro foram vendidos 9,2 milhões de computadores no país, entre notebooks e desktops, sendo que o trimestre que registrou o maior número de vendas em 2008 foi o terceiro, quando foram comercializadas 3,3 milhões de unidades.

(Por Filipe Pacheco; Edição de Alberto Alerigi Jr.)