Goldman Sachs vende participação na Sanyo à Panasonic--fontes

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008 16:11 BRST
 

Por Taro Fuse e Kiyoshi Takenaka

TÓQUIO (Reuters) - O Goldman Sachs concordou em vender sua participação de 29 por cento na Sanyo Electric à Panasonic, depois que esta apresentou uma oferta ligeiramente melhorada, disseram três fontes financeiras, o que abre caminho a uma transação avaliada em pelo menos 6,4 bilhões de dólares.

A decisão do Goldman Sachs, que ao contrário de dois outros grandes acionistas da Sanyo havia rejeitado as ofertas iniciais, mais baixas, da Panasonic, surgiu depois que a empresa de Wall Street reportou o primeiro prejuízo trimestral sofrido desde que abriu seu capital.

A combinação entre a Panasonic, a maior fabricante mundial de TVs de plasma, e a Sanyo, maior produtora mundial de baterias recarregáveis, criaria o segundo maior fabricante de eletrônicos do Japão, depois da Hitachi, com faturamento anual de 120 bilhões de dólares.

As ações da Sanyo fecharam em baixa de 1,4 por cento, em 141 ienes, devido a notícias de que o acordo havia sido fechado a um preço por ação inferior ao do mercado.

Panasonic e Sanyo estão planejando uma entrevista coletiva na sexta-feira para oferecer detalhes sobre a transação, que envolverá oferta de 131 ienes por ação da Sanyo, disseram fontes que conhecem bem a transação. A oferta é um iene mais alta do que a apresentada no começo deste mês.

Executivos do Goldman Sachs e da Panasonic se recusaram a comentar sobre o assunto.

O Goldman Sachs parece ter aproveitado a chance de vender a participação apesar de uma oferta bem inferior à que desejava, porque considerou que as perspectivas do setor eletrônico japonês tenderão a piorar ainda mais.

No final do mês passado, a Panasonic, antes conhecida como Matsushita Electric, reduziu sua projeção de lucro anual em 90 por cento e anunciou planos de reestruturação, devido à queda nas vendas de televisores e outros produtos eletrônicos causada pela crise econômica mundial.

Prejudicadas pela desaceleração na economia mundial e pela alta do iene, as empresas exportadoras do Japão estão lutando para cortar custos com medidas de redução da produção e adiamento na construção de novas fábricas.