Warner vai retirar seus videoclipes do YouTube

domingo, 21 de dezembro de 2008 10:44 BRST
 

Por Yinka Adegoke

NOVA YORK (Reuters) - A Warner Music Group solicitou no sábado ao YouTube que remova todos os vídeos musicais de seus artistas do site após negociações contratuais terem fracassado.

O pedido pode afetar centenas de milhares de videoclipes, já que abrange os artistas da Warner Music e também os direitos de músicas publicadas pela unidade Warner/Chappell, que inclui muitos artistas que não possuem selo da Warner Music.

As negociações fracassaram no início do sábado porque a Warner quer uma fatia maior do grande potencial de receita do tráfego de visitantes do YouTube. Não houve relatos de quanto exatamente a empresa estava pleiteando.

"Simplesmente não podemos aceitar termos que não compensam apropriadamente e de forma justa os artistas, compositores, selos e publishers pelo valor que eles oferecem", disse a Warner em comunicado.

O YouTube é imensamente popular, tendo recebido mais de 100 milhões de visitantes apenas dos Estados Unidos em outubro, de acordo com a comScore,uma empresa de medição de audiência na internet.

A Warner Music, que tem artistas como a banda Red Hot Chili Peppers e o rapper T.I., foi a primeira grande companhia de entretenimento a negociar com o YouTube em 2006. Seus executivos acreditam que o acordo deu ao site legitimidade aos olhos da gigante de buscas Google Inc (GOOG.O), que comprou os direitos pouco depois por 1,65 bilhão de dólares.

Como parte das negociações originais de 2006, a Warner, a Universal Music e a Sony Music receberam pequenas fatias da pré-aquisição do YouTube e lucraram quando a compra pelo Google foi fechada.

As gravadoras normalmente recebem uma fatia de qualquer receita de publicidade associada com os vídeos e um pagamento por cada vídeo acessado. O preço pago por vídeo visto é geralmente uma fração de um centavo de dólar e, com milhões de internautas visitando o YouTube todos os dias, esperava-se que a quantia final fosse substancial.

Mas uma fonte inserida nas negociações da Warner Music disse que as receitas que a empresa tem recebido do YouTube são "inacreditavelmente baixas".

Os representantes do YouTube não retornaram ligações para comentar o ocorrido.