Empresas de tecnologia serão cautelosas nas compras em 2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009 10:57 BRST
 

Por Anupreeta Das

SAN FRANCISCO (Reuters) - As empresas de tecnologia podem ter atraído rivais com ofertas tentadoras e caras de aquisição em 2008, mas este ano o maior atrativo será a segurança.

Na ausência de sinais de recuperação econômica iminente, as empresas de tecnologia estão se concentrando em gerar receita decente e tentando enfrentar a queda nos preços das suas ações e nos cortes de gastos pelos consumidores.

Quando avaliarem oportunidades de adquirir rivais, as empresas serão mais cautelosas e optarão por acordos que não utilizem todas as suas reservas de caixa e nos quais a empresa a ser adquirida disponha de negócios saudáveis e com boa geração de caixa, que possam ser digeridos de forma indolor.

Isso significa que 2009 pode bem ser o ano das transações de pequeno e médio portes, dizem profissionais de bancos e de empresas de venture capital.

Pode haver um punhado de aquisições multibilionárias, especialmente se a Microsoft ressuscitar sua oferta pelo Yahoo, mas as ofertas superdimensionadas responderão por porcentagem menor das transações no setor de tecnologia este ano, comparado aos cinco anos passados, disseram as fontes.

Os banqueiros disseram que, com isso, estão se preparando para negócios no chamado "mercado médio", definido frouxamente como transações de valor inferior a 500 milhões de dólares.

"As empresas grandes, estratégicas e com grandes reservas de caixa não devem realizar aquisições de grande porte, transformadoras", disse Jeff Bistrong, que comanda o grupo de tecnologia no banco de investimento Harris Williams. Em lugar disso, ele antecipa mais aquisições "de porte modesto".

"A maioria das empresas vai manter o poder de fogo e a liquidez por quanto tempo for possível, tendo em vista a duração indeterminada da desaceleração atual", afirmou Bistrong.

Os bancos que operam no setor de tecnologia disseram que não deve haver muitas transações nos meses iniciais do ano, mas que o ritmo se acelerará moderadamente no segundo semestre, em meio a quedas ainda maiores nos valores das empresas.