Logitech demite funcionários e abandona metas

terça-feira, 6 de janeiro de 2009 12:15 BRST
 

Por Jason Rhodes

ZURIQUE (Reuters) - A Logitech planeja demitir cerca de cinco por cento de seus trabalhadores em todo o mundo e abandonou as metas para seu ano fiscal de 2009 depois que os consumidores reduziram seus gastos de Natal, anunciou na terça-feira a maior fabricante mundial de mouses.

Os cortes, que correspondem a 500 funcionários ou 15 por cento dos empregos diretos da companhia, acontecerão nos departamentos de vendas, marketing, jurídico e de informática, e não envolvem operários da linha de produção, informou um porta-voz do grupo.

A Logitech, que também fabrica alto-falantes, webcams e teclados, informou que o ambiente de varejo se deteriorou significativamente no quarto trimestre e que o ambiente econômico deve piorar ainda mais nos próximos meses.

"Basicamente, a ação imediata que o comando da empresa tomou é a medida certa para compensar a deterioração do ambiente", disseram analistas da Julius Baer.

O setor de tecnologia foi prejudicado pela desaceleração econômica, e os consumidores preocupados estão apertando os cintos, o que gerou cortes de empregos em outras empresas, como Sony, Philips e Motorola, nas últimas semanas.

O varejo dos EUA e do Reino Unido também está enfrentando dificuldades porque os consumidores estão preocupados com a disparada no desemprego, a queda nos preços das ações e das casas e com a profunda recessão.

Guerrino De Luca, o presidente do conselho da Logitech, disse à Reuters que as vendas de Natal haviam sido piores que o esperado, e o presidente-executivo Gerald Quindlen informou em comunicado que os clientes da empresa haviam reduzido seus níveis de estoque, à medida que os consumidores passam a demonstrar mais cautela quanto aos gastos.

De Luca também disse que era "correto supor" que o crescimento nas vendas e receita no ano fiscal que se encerrará em 31 de março de 2010 serão muito inferiores aos registrados nos anos anteriores ao exercício de 2009.

A empresa declarou na terça-feira, entretanto, que está bem posicionada para enfrentar a crise, graças à sua forte posição de caixa e ao fato de que não tem dívidas.