Portabilidade ainda não empolgou em 2008 e adesão foi de 0,3%

terça-feira, 6 de janeiro de 2009 14:33 BRST
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - Com quase metade dos códigos DDDs do país cobertos, a portabilidade numérica encerrou seu primeiro ano de atividade no país despertando pouco ou quase nenhum interesse na população.

O recurso permite que um usuário, de telefone fixo ou celular, possa mudar de operadora, mas manter o número da linha na nova companhia.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira pela ABR Telecom, entidade administradora do novo serviço, até 31 de dezembro 180.144 brasileiros haviam pedido para mudar de operadora e manter o número da linha.

O número é algo como 0,3 por cento dos 60 milhões de brasileiros hoje já cobertos pelo recurso. O serviço teve uma adoção gradativa no Brasil, onde começou a ser oferecido em 1o de setembro. No final do ano, no entanto, já era possível pedir a portabilidade em 30 dos 67 DDDs existentes.

Em novembro o total de celulares ativos no Brasil era de 147 milhões e o de linhas fixas em uso era de 41 milhões.

O processo chega ao fim em 2 de março, quando estará disponível em todo o país. Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, estão dentro das duas últimas fases de implantação, segundo o cronograma acertado entre as operadoras e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

DENTRO DO ESPERADO

O pouco interesse despertado até agora pela portabilidade ficou dentro do esperado por Eduardo Tude, presidente da consultoria especializada Teleco.   Continuação...