Yahoo revela parceiros em projeto de TV

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 11:21 BRST
 

Por Gabriel Medway

LAS VEGAS (Reuters) - O Yahoo revelou a lista de parceiros que ajudarão em seu projeto de unir televisão e Internet, na expectativa de que o esforço conjunto das empresas consiga atrair os consumidores.

Durante a Consumer Electronics Show, em Las Vegas, o Yahoo anunciou ter assinado acordos com empresas como Samsung Electronics, LG Electronics, Sony e Vizio, que produzirão televisores de alta definição dotados de recursos que permitirão o uso dos serviços online do Yahoo.

Desde que começou a era da Internet, as empresas de tecnologia vêm prometendo a "convergência" entre os universos da TV e da Internet, mas esses esforços nunca decolaram junto aos consumidores, que encontraram dificuldades para usar esse tipo de produto.

Os novos televisores anunciados na quarta-feira chegarão ao mercado no segundo trimestre, e poderão funcionar com widgets --pequenos aplicativos de Internet-- que rodarão em companhia do conteúdo regular de TV, mas sem se sobrepor a ele.

Os aplicativos poderão ser usados para ampla gama de atividades na Web, como assistir vídeos no YouTube, do Google, manter contatos sociais no MySpace, da News Corp., acompanhar resultados de ações e placares esportivos, comprar e vender no eBay, trocar mensagens com os amigos via Twitter ou usar o Flickr (site de fotografia do Yahoo).

Os widgets oferecerão aos telespectadores mais interação com os programas que estão assistindo, disse o Yahoo. Também haverá aplicativos baseados em serviços do próprio Yahoo, como o Yahoo Finance.

O Yahoo, que ficou para trás do rival Google no mercado de buscas na Web, usará a tecnologia como nova forma de vender publicidade.

Em entrevista anterior à CES, Patrick Barry, vice-presidente de TV conectada no Yahoo, disse que a TV "continua a ser o 'top of mind' para os anunciantes".

Ele acrescentou que a chave para levar a experiência online à televisão com sucesso seria preservar o que as pessoas amam na Internet --abertura, liberdade de escolha e personalização-- sem destruir a experiência do telespectador.

(Por Gabriel Madway)