China inclui MSN e Google em nova ofensiva contra Internet

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 17:01 BRST
 

Por Emma Graham-Harrison

PEQUIM (Reuters) - A China ampliou sua campanha contra o conteúdo "vulgar" na Internet apontando 14 novos websites, entre os quais o MSN da Microsoft, além de repreender também a gigante norte-americana Google por não fazer o suficiente para limpar suas páginas.

O Partido Comunista em poder na China vigia qualquer ameaça ao seu controle das informações no país e já levou a cabo numerosos esforços para coibir a pornografia, as críticas políticas e as fraudes online, mas desta vez as autoridades tomaram medidas mais duras.

O MSN foi citado em uma lista do órgão governamental Centro de Denúncia de Informação Ilegal na Internet por ter grande quantidade de imagens inadequadas em seu canal de filmes e algumas "fotografias selecionadas" em sua seção de rede social.

A Microsoft não estava disponível imediatamente para fazer comentários a respeito.

A campanha coincide com os esforços para reprimir os dissidentes e os protestos na medida em que a economia se desacelera e a China entra em um ano de aniversários delicados, em particular o vigésimo desde a sangrenta repressão das manifestações pró-democracia na Praça de Tiananmen em 1989.

As páginas Web e os blogs estão se convertendo em ímãs para muitos dos quase 300 milhões de internautas registrados no país que buscam ler e publicar notícias, opiniões ou simplesmente fotos obscenas que não são permitidas nos meios oficiais.

O governo, entretanto, preocupado com a estabilidade, contra-ataca com uma sofisticada rede de controles que pode fechar sites inteiros ou simplesmente bloquear páginas individuais dentro deles, assim como um sistema que incentiva a auto-censura nas grandes companhias de Internet.

Uma polícia de Internet também patrulha o ciberespaço, em muitos casos oferecendo aos internautas um link direto para denunciar conteúdo pornográfico, antipatriota ou ofensivo de alguma forma.