Vendas de computadores na Ásia caem pela 1a vez em uma década

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009 10:32 BRST
 

TAIPÉ (Reuters) - As vendas de computadores pessoais na Ásia caíram em 5 por cento no quarto trimestre, ante o ano anterior, o primeiro declínio registrado na região, devido ao efeito da crise mundial sobre a demanda, de acordo com dados divulgados na segunda-feira.

A queda no quarto trimestre, na Ásia (excluído o Japão) ficou bem acima da redução mundial de 0,4 por cento nas vendas de computadores pessoais no período, de acordo com o grupo de pesquisa IDC.

Foi o primeiro declínio na região desde o terceiro trimestre de 1998, quando a crise financeira asiática estava no auge, disse Bryan Ma, analista da IDC.

"O trimestre causou susto, não apenas na China mas também na Índia, onde questões econômicas e referentes a canais de vendas causaram estrago", disse Ma. "As nuvens estão escurecendo em 2009, ainda que possam restar alguns refúgios na região."

A líder regional Lenovo, a maior empresa de computadores da China, sofreu o maior recuo entre as grandes companhias do setor na região, com redução de 4,4 por cento em seus embarques no quarto trimestre.

No começo do mês, a Lenovo anunciou uma nova reestruturação que incluía 2,5 mil cortes de empregos, dada a previsão de prejuízos em dezembro. A empresa chegou a negociar a compra da brasileira Positivo Informática no final do ano passado.

A segunda colocada na região, Hewlett-Packard, também registrou queda de 3,6 por cento em vendas regionais. Mas a terceira, Dell, se saiu bem, com alta de 15,4 por cento, acompanhada pela dupla Acer e Asustek, ambas de Taiwan, que registram altas de 7,8 e 26,5 por cento, respectivamente.

A região atingiu crescimento de 9 por cento para o ano como um todo, menos de metade dos 22 por cento do ano anterior e o menor ritmo de crescimento desde 2001.

A Lenovo continuou a liderar a região, no ano, com 18,3 por cento do mercado, ligeiramente acima dos 18,2 por cento de 2007. A HP elevou sua participação de 13,2 por cento a 14,1 por cento e a Dell e a Acer registraram avanços fortes, de mais de um por cento.