Conselho da TIM aprova nomeação de Luca Luciani como presidente

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009 19:46 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O conselho de administração da TIM, terceira maior operadora de celular do Brasil em número de clientes, aprovou nesta segunda-feira o nome do italiano Luca Luciani para o cargo de diretor-presidente e diretor geral da operadora.

O brasileiro Mario Cesar Pereira de Araujo, que respondia pela presidência da empresa desde 2003, passa a ocupar o cargo de presidente do conselho, em substituição a Gabriele Galateri di Genola, que permanece com um assento no conselho.

A indicação de Araujo "é mais uma demonstração de que a TIM reforça sua presença no país mantendo a reconhecida experiência e conhecimento do executivo a serviço da operadora", segundo comunicado à imprensa.

Luca Luciani é formado em economia pela Universidade Luiss de Roma e sua vinda ao Brasil foi antecipada pela Reuters no dia 14 de dezembro . Entre suas experiências anteriores, ele foi diretor geral de serviços móveis da Telecom Italia. Ele está na companhia desde 1999.

Segundo o comunicado, ele assume suas funções "tão logo sejam cumpridas as formalidades legais".

O comando da operadora já passou por mudanças em 2008. Em agosto, a TIM informou que a reorganização serviria para promover um alinhamento mais forte com a Telecom Italia e redirecionar a companhia para novos segmentos.

O cargo de diretor-geral, por exemplo, passou a ser acumulado pelo presidente. Antes, o posto era ocupado por Francesco Saverio Locati, que voltou à Itália para um cargo na matriz.

Outra mudança foi a escolha de Beniamino Bimonte para o cargo de diretor de recursos humanos. Bimonte foi responsável pelo desenvolvimento gerencial em recursos humanos na Telecom Italia.

Claudio Zezza, também italiano, passou por sua vez a ocupar a diretoria financeira e de relações com investidores da empresa no Brasil.

O balanço da TIM do terceiro trimestre mostrou uma reversão de prejuízo depois de uma ampla reestruturação no call center e na estratégia de vendas da companhia, mas as dificuldades ao longo do ano e a agressividade da concorrência fizeram com que ela perdesse o posto de segunda maior operadora para a Claro em setembro.

(Reportagem de Taís Fuoco)