EMC aposta em popularização de disco rígido externo no Brasil

terça-feira, 20 de janeiro de 2009 15:00 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A EMC, maior empresa mundial em sistemas de armazenamento de dados, quer popularizar o disco rígido externo no Brasil. Para isso, pretende fazer acordo com grandes redes varejistas, ampliar o número de distribuidores no país e até estudar a fabricação local dos equipamentos.

A companhia adquiriu o controle da Iomega, terceira maior em discos rígidos do mundo (HD) externos no ano passado, e agora se prepara para levar esse tipo de equipamentos ao consumidor final através do grande varejo.

Acostumada a atender grandes e médias corporações com seus sistemas de armazenamento de dados, a EMC tem uma explicação para se voltar agora ao consumidor final: "mais de 70 por cento dos dados digitais produzidos todo ano são gerados pelos consumidores", explicou Joel Schwartz, vice-presidente mundial da EMC, em encontro com a imprensa brasileira nesta terça-feira.

O volume cresce em média 60 por cento ao ano e não dá sinais de desaquecimento. "As pessoas não pararam de baixar filmes e músicas e de compartilhar fotos" , afirmou o executivo. "A dinâmica fundamental que nos moveu (para a compra) não entrou em queda," completou.

Por isso, ainda que o cenário seja de crise, ele disse que a EMC comprou a Iomega em junho do ano passado "e o faria de novo", diante do potencial de crescimento que vê para esse negócio.

Segundo ele, as pessoas não dispõem de recursos para trocar de computador pessoal cada vez que sua capacidade de armazenamento se esgota. E com a disseminação de vídeos, fotos e música pela Internet, "hoje é muito fácil ficar sem capacidade de armazenamento", apontou.

Além disso, muitos querem manter os dados em um dispositivo sob seu controle, ao invés de armazená-los na Internet, no chamado "cloud computing", como os serviços oferecidos pelo Google, por exemplo.

A Iomega, segundo ele, tem 20 por cento do mercado mundial e vendeu 4 milhões de HDs externos no ano passado, em um segmento que movimenta 7 bilhões de dólares por ano.

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