Hacker britânico do Pentágono pode evitar extradição

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 12:06 BRST
 

LONDRES (Reuters) - Um especialista britânico em informática acusado pelos Estados Unidos da "maior pirataria militar de todos os tempos" conquistou na sexta-feira o direito de iniciar uma nova contestação judicial aos planos de extraditá-lo.

Gary McKinnon foi detido em 2002, depois que as autoridades norte-americanas o acusaram de acesso ilegal a computadores do Pentágono, do Exército, da Marinha e da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), causando danos de 700 mil dólares.

McKinnon está lutando contra os esforços para extraditá-lo desde que um tribunal britânico decidiu, em 2006, que ele deveria ser julgado nos Estados Unidos.

Na mais recente rodada dessa batalha judicial, os juízes da alta corte britânica decidiram que ele tinha o direito de tentar uma revisão judicial da decisão da secretária do Interior, Jacqui Smith, de aprovar a extradição, de acordo com a agência de notícias Press Association.

Os advogados de McKinnon, diagnosticado como portador da Síndrome de Asperger, argumentam que sua saúde sofreria e que ele poderia incorrer em risco real de suicídio caso seja entregue às autoridades norte-americanas.

"É a decisão correta", disse Karen Todner, uma das advogadas de McKinnon. "O caso está em curso desde 2002 e finalmente teremos a primeira decisão correta".

McKinnon é acusado de provocar uma queda de 24 horas na rede de mais de dois mil computadores do distrito militar de Washington, do Exército norte-americano.

No momento da acusação, Paul McNulty, procurador federal norte-americano no distrito da Virgínia, declarou que "McKinnon foi acusado da maior pirataria de computadores militares em todos os tempos".

Caso condenado por um tribunal norte-americano, ele pode ser sentenciado a até 70 anos de prisão.   Continuação...