Cisco investe US$100 mi para crescer entre pequenas e médias

terça-feira, 27 de janeiro de 2009 14:55 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Cisco Systems, maior companhia mundial de equipamentos de rede, decidiu aproveitar o momento de desaquecimento da economia para fortalecer sua presença entre pequenas e médias empresas, já que até então seu foco sempre foi o das grandes corporações.

A empresa anunciou nesta terça-feira uma divisão de negócios na qual investiu 100 milhões de dólares para criar produtos e serviços voltados ao segmento de empresas com até 250 funcionários.

"O que se vê tradicionalmente é que, quando a economia retoma de ciclos de baixa, as pequenas e médias empresas são as primeiras que emergem", afirmou o vice-presidente mundial da Cisco, Andrew Sage, em reunião via videoconferência com a imprensa de países emergentes, entre os quais o Brasil.

Além disso, como o foco da Cisco sempre foi o das grandes empresas e operadoras de telefonia, "há um enorme mercado potencial" entre as empresas de menor porte que a companhia ainda não atende, disse Sage.

Segundo ele, em 2009, a expectativa dos analistas de mercado é que as empresas com até 250 empregados movimentem 16 bilhões de dólares em produtos como roteadores e switches para redes, sistemas de comunicação unificada e de segurança de dados, onde a Cisco atua.

Desse volume, quase 10 bilhões de dólares devem ser gerados por empresas ainda menores, com até 100 empregados. Segundo a projeção de Kristine Stewart, diretora da Cisco para países emergentes, o conjunto de 132 países distribuídos entre América Latina, África, Leste Europeu e Oriente Médio deve movimentar 1 bilhão de dólares desse total --150 milhões de dólares somente no Brasil.

"Em muitos países emergentes, a própria banda larga está só começando. É uma enorme oportunidade", disse Kristine, sobre o potencial que vê para venda de sistemas de acesso à Internet e de voz ou videoconferência.

VENDA CONJUNTA COM TELES

Para chegar a esse mercado no qual não tem tradição de atuar, a Cisco pretende utilizar canais de distribuição, redes de varejo e as próprias operadoras de telefonia, cujas redes já costumam chegar à casa e às empresas de um grande número de assinantes.   Continuação...