January 27, 2009 / 8:43 PM / 8 years ago

Órgão regulador do México mira banda larga em 2009

4 Min, DE LEITURA

Por Tomás Sarmiento e Noel Randewich

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O crescente negócio de acesso à Internet de alta velocidade no México, onde a gigante Telmex é a maior operadora, tornou-se o principal campo de batalha para o regulador antimonopolista do país.

O México tem mostrado melhoras no que diz respeito à competição nas telecomunicações, mas ainda há um longo caminho a percorrer, disse à Reuters Eduardo Pérez Motta, presidente da Comisión Federal de Competencia (CFC), órgão que regula o mercado local de telecomunicações.

"Precisamos que, na banda larga, as condições sejam de uma concorrência tal que haja uma promoção intensa de conexões de banda larga no país, que chegue a todos os lados e a preços muito razoáveis, e disso acho que ainda estamos longe", disse o executivo.

A Telmex, do magnata Carlos Slim, que no Brasil controla a Embratel, conta com a maior fatia dos assinantes de Internet no México, com 3,3 milhões de contas de acesso no final de 2007, dos quais 2,9 milhões eram de banda larga.

De acordo com estimativas oficiais, no mesmo período o México tinha 5,84 milhões de acessos à Internet, dos quais 4,4 milhões de banda larga.

O número mostra uma penetração de 4,3 contas de Internet de alta velocidade para cada 100 habitantes ao final de 2007 --abaixo de países como Brasil, por exemplo, que tem 8,9 acessos a cada 100 habitantes, e Argentina, com 7,9.

"Considero fundamental que, para promover uma maior educação neste país, contemos com a banda larga em condições muito competitivas", afirmou Pérez Motta.

O mercado de Internet tem relativamente poucos provedores no México e a maioria é de empresas de televisão a cabo que estão começando a competir regionalmente com a Telmex, oferecendo serviços de "triple play", pacote que inclui TV paga, Internet e telefonia.

Pérez Motta sustenta que uma alternativa para melhorar as condições do mercado seria a aprovação de uma reforma que está no Congresso mexicano e que eliminaria restrições à participação de capital estrangeiro em empresas de telefonia fixa.

Setores como o dinâmico mercado de telefonia celular, em que não existe essa restrição, têm uma saudável presença de empresas estrangeiras, como a espanhola Telefónica, que tem 20 por cento do mercado no país.

Outro operador que poderia fazer diferença no mercado de telecomunicações é o monopólio estatal de energia, a Comisión Federal de Electricidad (CFE), que controla uma extensa rede de fibras ópticas ao longo de todo o país, passível de ser utilizada para serviços de telecomunciações.

"O governo federal tem a obrigação de converter a rede de fibra óptica da CFE como o maior motor da concorrência", disse Pérez Motta.

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