Pesquisa mostra que roubo de dados pode gerar perdas de US$1 tri

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 15:29 BRST
 

DAVOS (Reuters) - Empresas correm risco de perder mais de 1 trilhão de dólares por roubo de dados e outros tipos de cibercrime, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira pela empresa de tecnologia de segurança McAfee.

A empresa sediada na Califórnia divulgou a pesquisa depois de detectar uma rápida aceleração na divulgação de softwares maliciosos, ou "malware", no ano passado, disse o presidente-executivo, David DeWalt, à Reuters. A disseminação desse tipo de malware cresceu 400 por cento em 2008, segundo o executivo.

"Este é um tipo muito pérfido de software que é projetado tanto para roubar seus dados, sua identidade, roubar seu dinheiro e, em muitos casos a escala e o grau de sofisticação são alarmantes", afirmou DeWalt em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial.

A pesquisa com 800 empresas em oito países mostrou que 80 por cento dos malwares têm por objetivo um ganho financeiro, em contraste com os vírus e worms tradicionais, que causam apenas aborrecimento.

Na pesquisa, 42 por cento das companhias disseram que empregados demitidos eram a maior ameaça à segurança de seus dados.

O aumento e a disponibilidade de sistemas de armazenamento removíveis, como os telefones celulares, laptops e pen drives, tornaram o roubo de dados mais fácil.

DeWalt afirmou que a pesquisa mostra que as companhias têm, em média, 12 milhões de dólares em dados armazenados fora do seu país sede, normalmente em países com fracas leis de propriedade intelectual.

Dados perdidos acidentalmente ou roubados podem ser custosos de recuperar ou prejudiciais à reputação da companhia e à sua marca.

Em abril do ano passado, a varejista norte-americana TJX informou que pagaria até 24 milhões de dólares como parte de um acordo com a MasterCard sobre uma falha de segurança que colocou em risco dados de cartões de crédito de milhões de consumidores.

O governo britânico tem sido repetidamente constrangido por perdas de dados, como quando a autoridade fiscal HM Revenue and Customs perdeu informações de 25 milhões de pessoas, expondo-as a risco de roubo de identidade e fraude.

(Por Jonathan Lynn)