Vodafone tem receita acima do esperado e eleva previsões

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 08:46 BRST
 

Por Kate Holton

LONDRES (Reuters) - A Vodafone, maior grupo de telefonia móvel em vendas do mundo, aumentou sua estimativa de desempenho anual nesta terça-feira devido a movimentos do câmbio favoráveis.

Os anúncios, combinados com o fato da empresa ter superado previsões de receita no terceiro trimestre, faziam as ações do grupo se valorizarem mais de 6 por cento.

A Vodafone também informou que está registrando bom progresso em um amplo programa de redução de custos, mas divulgou que ele resultará inevitavelmente na perda de alguns empregos.

Os resultados são baseados em bom desempenho do grupo na Alemanha, Itália, porção sul da África e Índia; estabilidade na Grã-Bretanha e debilidade na Romênia, Espanha e Turquia, que foram descritos pela empresa como mercados intensamente competitivos.

O uso de celulares pelos clientes cresceu no período, com um aumento de 10,3 por cento no número de minutos utilizados, devido a preços mais baixos. A empresa tem 289 milhões de usuários, incluindo aqueles de afiliadas.

No uso de dados móveis, para mandar emails, fotos e acesso à Internet, a alta foi de 25,3 por cento. Aparelhos tanto das linhas mais populares quanto das mais sofisticadas venderam bem, com o BlackBerry Storm mostrando performance forte, informou a Vodafone.

O grupo teve aumento de 14,3 por cento na receita no trimestre encerrado em 31 de dezembro, para 10,47 bilhões de libras, impulsionado por taxas de câmbio. As receitas recuaram 1 por cento em base recorrente.

Analistas esperavam, em média, que a Vodafone tivesse receita de 10,37 bilhões de libras.

Para o ano que se encerra em 31 de março, a Vodafone espera faturamento entre 40,6 bilhões e 41,5 bilhões de libras ante estimativa anterior de entre 38,8 bilhões e 39,7 bilhões de libras.

 
<p>A Vodafone, maior grupo de telefonia m&oacute;vel em vendas do mundo, aumentou sua estimativa de desempenho anual nesta ter&ccedil;a-feira devido a movimentos do c&acirc;mbio favor&aacute;veis. REUTERS/John Pryke</p>