Segundo herói de Bollywood chega a jogo para celulares

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 13:42 BRST
 

MUMBAI, Índia (Reuters) - "Devdas", o mais famoso dos filmes de Bollywood sobre amor não correspondido, deve estimular o setor de animação e videogames indiano, que vem crescendo rapidamente, por meio de um novo jogo para celulares que se baseia no clássico das telas.

Poucas semanas depois que a distribuidora indiana Eros International lançou o primeiro videogame em 3D do país, inspirado pelo thriller cinematográfico "Ghajini", o jogo para celular baseado em "Devdas" foi revelado em Mumbai na segunda-feira, antes do lançamento de uma nova versão do filme.

"Dev D", baseado na clássica história indiana de amor não correspondido que foi filmada inúmeras vezes, permite que os jogadores assumam o papel do protagonista.

"Todas as pessoas conseguem se relacionar com esse jogo e devem se interessar em jogar no papel de Dev", disse Mahi Gill, um dos atores do filme.

O filme, "Div D", sobre a jornada de um homem rico, da autopiedade à descoberta pessoal, foi dirigido por Anurag Kashyapp, mais conhecido por filmes de ação.

"A audiência moderna conseguirá se relacionar com o filme, que é muito realista", disse Gill durante o lançamento.

Os responsáveis pela produção trouxeram a trama e os personagens do "Devdas" original aos dias atuais, sem mudar a história, e o filme deve ser lançado este mês.

O jogo é a segunda oferta inspirada pelas produções de Bollywood, a maior indústria cinematográfica do mundo em termos de volume, e surge em um período no qual os indianos desfrutam de mais renda disponível, enquanto a difusão da TV a cabo também os abre mais a novas experiências culturais.

No passado apenas prestadoras de serviços terceirizadas que rascunhavam, pintavam e digitalizavam conteúdo encomendado, as empresas indianas de animação e videogames agora têm objetivos mais elevados, querem desenvolver produtos próprios e compartilhar de lucros e direitos autorais.

O mercado indiano de videogames deve crescer a 1,3 bilhão de dólares este ano, ante 300 milhões de dólares em 2006, e emprega cerca de 30 mil animadores, diz a Associação Nacional de Companhias de Software e Serviços.