Banda larga na África se equilibra rumo ao crescimento

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009 13:38 BRST
 

Por Gugulakhe Lourie

JOHANESBURGO (Reuters) - Uma nova infraestrutura de telecomunicações deve elevar a capacidade dessa indústria e contribuir para a queda nas tarifas da África este ano, abrindo o potencial da Internet de alta velocidade no continente e criando oportunidades para operadoras e fornecedores de equipamentos.

Apesar de ser o mercado de mais rápido crescimento no mundo, a banda larga na África sofre o freio do alto custo internacional da largura de banda e a incompleta infraestrutura nacional, impedindo o desenvolvimento e desestimulando investidores. Mas isso pode mudar.

A empresa de consultoria norte-americana AfricaNext Investment Research prevê que o mercado de banda larga da África cresça mais de quatro vezes em cinco anos, para 12,7 milhões de usuários ante os 2,7 milhões que existiam em 2007.

A AfricaNext diz que o crescimento vai ser facilitado por novas redes de cabos submarinos e infraestruturas nacionais que devem ser lançadas neste ano e no próximo, além da chegada de novas tecnologias de banda larga sem fio como EVDO e WiMax.

O grupo afirma que 2009 pode representar a mais significativa oportunidade para retorno de investimentos no setor de telecomunicações africano desde o boom da telefonia móvel, que viu o número de assinantes saltar para 270 milhões em 2007 contra os 2 milhões que o país tinha nove anos antes.

Enquanto o resto do mundo vacila por conta do desaquecimento econômico global, a África oferece oportunidades para fabricantes de equipamentos como a sueca Ericsson e a chinesa Huawei Technologies.

"Eu não acho que fornecedores como Ericsson e Huawei vão ficar de fora das oportunidades na África", disse Lindsey McDonald, analista e consultora da Frost & Sullivan McDonald.

Enquanto a África Ocidental já tem conexões de banda larga através de cabos que percorrem toda a região, o leste da África ainda depende de conexões discadas ou por satélite, mais caras.

Planos avaliados em 6 bilhões de dólares, no entanto, incluindo 10 projetos de cabos submarinos e várias redes nacionais, estão em planejamento ou em construção na África, segundo a empresa de pesquisas sul-africana BMI TechKnowledge.

A operadora brasileira Oi tem planos de atingir 110 milhões de assinantes em cinco anos, dos quais 30 milhões no exterior. Em janeiro, o presidente da empresa, Luiz Eduardo Falco, afirmou que a preferência da companhia são países de língua portuguesa, como na África.