Demanda por celulares continuará forte apesar da crise, diz ONU

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 10:32 BRT
 

Por Laura MacInnis

GENEBRA (Reuters) - Os celulares são vistos como "necessidade básica" em todo o mundo e devem ter demanda forte e persistente apesar da desaceleração da economia, afirmou uma agência das Nações Unidas em relatório publicado nesta segunda-feira.

"Com ou sem uma recessão", milhões de pessoas na Índia, China, Nigéria e outros mercados emergentes devem adquirir celulares, de acordo com a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Os domicílios europeus e norte-americanos, cada vez mais preocupados com custos, também devem manter elevado seu número de celulares, e muitos deixarão de lado suas linhas fixas de telefonia, em um esforço por economizar dinheiro, afirmou a UIT em relatório divulgado durante o Mobile World Congress, em Barcelona.

"Assim que um usuário compra um celular, fica difícil abrir mão dele e, em muitos países, os celulares se tornaram necessidade", afirma a organização no relatório, intitulado Confrontando a Crise.

"Muitas tecnologias de comunicação, entre as quais a telefonia móvel e a banda larga, continuam a oferecer imenso potencial de crescimento, com ou sem recessão", afirmou a organização. "Com seu forte potencial de crescimento, a telefonia móvel pode ajudar a facilitar a recuperação econômica."

Existiam 4 bilhões de assinantes anuais de telefonia móvel no final de 2008, o que representa taxa anual de avanço de 24 por cento desde 2000. Em mercados como Cingapura e Hong Kong, as taxas de saturação superam os 100 por cento, comparadas a 30 por cento na Nigéria e pouco mais de 25 por cento na Índia, dois dos mercados de telefonia móvel de mais rápida expansão.

A UIT afirmou que as pessoas nos países desenvolvidos dependem cada vez mais dos celulares para comunicação de voz e serviços de informação, a exemplo de agricultores e pescadores que recebem informações em forma de mensagens de texto sobre os mercados de commodities e o clima.

A popularidade dos celulares em mercados em desenvolvimento como a China, Paquistão, Malásia, Tailândia e Bangladesh criaria uma oportunidade de queimar uma etapa tecnológica, com serviços de Internet fornecidos aos consumidores sem que estes precisem de computadores.