Telefônica mira cliente de alta renda com serviço via fibra

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 13:46 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A Telefônica decidiu abandonar o plano de lançar serviços de TV através de sua rede de fios de cobre e passou a privilegiar a oferta pela fibra ótica, que garante velocidades mais altas e melhor imagem, ainda que seja mais cara.

Com foco no público de classe média alta, a companhia começou a vender nesta terça-feira pacotes que incluem telefonia, Internet, TV paga e vídeos sob demanda através da fibra para 26 bairros da capital paulista, que reúnem em torno de 200 mil residências e apartamentos.

Como explicou Leila Loria, diretora geral da TVA --de quem a Telefônica é acionista minoritária--, "a empresa entende que o aumento nas vendas de tela grande exige qualidade de vídeo superior. A rede de cobre demandaria muito investimento para ter essa qualidade de vídeo", disse ela, em encontro com a imprensa.

A Telefônica utiliza a licença da TVA para incluir os serviços de TV paga no pacote. De acordo com Leila, a TVA já pediu novas licenças à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, assim que as obtiver, poderá expandir a oferta dos pacotes para a região do ABC paulista e interior. A rede de fibras óticas da Telefônica ainda cobre oito municípios da Grande São Paulo e interior.

Leila também afirmou que, nos bairros cobertos pelos novos pacotes, a TVA continua a vender somente TV paga pelo MMDS (microondas) para os clientes que quiserem, como já fazia. "O MMDS ainda é uma opção, mais barata que a fibra, por isso não vamos obrigar a migração nem incentivar."

MESMO VOLUME DE INVESTIMENTOS

Márcio Fabbris, diretor de produtos residenciais da Telefônica, explicou que, depois de investir 100 milhões de reais para implantar a rede de fibras em 2008, a Telefônica deve manter este ano o mesmo volume de investimentos, mas desta vez eles serão priorizados para "colocar clientes na rede".

Por isso, não há expansões previstas da cobertura geográfica. Ele garantiu, entretanto, que "os investimentos não serão menores do que os feitos no ano passado".   Continuação...