Satyam obtém aval para venda de participação e emissão de ações

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 12:08 BRT
 

Por Manjo Kumar

NOVA DELHI (Reuters) - A indiana Satyam Computer Services conseguiu aprovação nesta quinta-feira para aceitar um investidor estratégico com a força financeira e de gestão necessárias a garantir a sobrevivência da empresa de terceirização que sofre acusações de fraude.

O Company Law Board (CLB) determinou que a Satyam podia elevar seu número autorizado de ações em circulação de 800 milhões a 1,4 bilhão, e um membro do CLB disse que os critérios para a venda de uma participação seriam decididos em definitivo na semana que vem.

O relatório anual da Satyam para o ano fiscal encerrado em março de 2008 demonstra que ela tinha 670,5 milhões de ações em circulação, ante seu limite de 800 milhões.

Caso deseje elevar seu capital acionário ao novo limite de 1,4 bilhão de ações, um investidor teria o potencial de controlar mais de metade da companhia, de acordo com os números de 2007 e 2008.

A Satyam vem lutando pela sobrevivência desde 7 de janeiro, quando o fundador e presidente do conselho da empresa, Ramalinga Raju, se demitiu e informou que os lucros da companhia vinham sendo superestimados há anos, e que o valor de seus ativos vinha sendo falsificado. Raju está na cadeia.

"O conselho (da Satyam) tem a firme opinião de que, sem a obtenção de investidores estratégicos com suficientes recursos financeiros e capacidade de gestão, a sobrevivência da empresa no longo prazo seria impossível", informou o CLB, citando o advogado da Satyam.

O CLB informou que o advogado da empresa havia declarado que um investidor precisaria ter ao menos 26 por cento do capital ampliado da empresa em base preferencial.

O investidor deve ser selecionado por meio de um leilão competitivo, mas a Satyam poderia emitir ações preferenciais ao valor vigente ou com ágio, informou o CLB.

Anteriormente, Deepak Parekh, um dos conselheiros que o governo apontou para a Satyam, havia anunciado que os detalhes sobre a venda de uma participação seriam delineados na semana que vem.

No mês passado, o conselho apontou o Goldman Sachs e o grupo indiano Avendus para o trabalho de encontrar parceiros estratégicos para a empresa.