Cientistas conseguem avanços em "nano" eletrônicos

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 18:57 BRT
 

Por Julie Steenhuysen

CHICAGO (Reuters) - Dois times de cientistas norte-americanos desenvolveram novos materiais que podem pavimentar o caminho para ainda menores, mais rápidos e potentes eletrônicos, na medida em que a atual tecnologia de semicondutores começa a alcançar os limites do íon miniaturizado.

Um time desenvolveu transistores minúsculos --o bloco de construção dos processadores de PCs-- com uma fração do tamanho daqueles usados em chips avançados de silício.

Outro criou um filme capaz de armazenar dados de 250 DVDs em uma superfície do tamanho de uma moeda.

Ambos os avanços, publicados nesta quinta-feira no jornal Science, utilizam nanotecnologia, que permite desenvolver e manipular materiais centenas de vezes menor que a largura de um fio de cabelo. A nanotecnologia tem sido vista como uma forma de se criar materiais mais fortes e, ao mesmo tempo, mais leves, além de cosméticos mais eficientes e alimentios com mais sabor.

"Nós demonstramos que podemos desenvolver importantes tecnologias que são significativamente menores que os dispositivos existentes", disse Jeremy Levy, da Universidade de Pittsburgh, em um comunicado.

Ao mesmo tempo, uma equipe da Universidade de Massachusetts e da Universidade Berkeley, da Califórnia, informou ter descoberto uma forma mais rápida e eficiente de criar um filme semicondutor que eles imaginam que poderá aumentar significativamente a capacidade de armazenamento de dados.

Muitos cientistas tentaram usar polímeros para criar camadas de filme semicondutores, mas o material frequentemente perdia sua estrutura quando aberto em superfícies muito grandes.

Para superar isso, a equipe liderada por Thomas Russell, da Universidade de Massachusetts, aqueceu cristais de safira para criar um padrão específico de sulcos na superfície. Isso serviu como um guia para o filme semicondutor.

"Aplicamos um conceito simples para resolver vários problemas de uma só vez e funcionou", disse Russell, também em um comunicado.