26 de Fevereiro de 2009 / às 13:23 / 9 anos atrás

Apple não dá satisfação sobre Steve Jobs a investidores

<p>Combina&ccedil;&atilde;o de fotos de arquivo do presidente da Apple, Steve Jobs. Da esquerda para a direita, julho de 2000, novembro de 2003, setembro de 2005, setembro de 2006, janeiro de 2007 e setembro de 2008.</p>

Por Gabriel Madway

CUPERTINO, Estados Unidos (Reuters) - O presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, nem mesmo esteve lá, mas houve momentos em que ele parecia ser o único assunto de conversa na assembléia anual de acionistas da Apple.

Em uma animada reunião de uma hora de duração na sede da empresa, em Cupertino, os acionistas perguntaram sobre o executivo ausente, cantaram para o carismático líder empresarial e conversaram entre eles sobre o mistério que continua a cercar sua condição de saúde.

Jobs, que co-fundou a Apple e em geral leva o crédito por tê-la transformado em uma gigante dos bens de consumo eletrônicos depois de voltar à empresa como presidente-executivo uma década atrás, anunciou em janeiro que tiraria uma licença de cinco meses, entregando o controle da firma. Na ocasião, ele informou que seus problemas de saúde eram “mais complexos” do que originalmente se imaginava.

Tudo que os executivos disseram foi que Jobs continua profundamente envolvido no processo decisório, apesar de ter entregue o controle sobre as operações cotidianas.

“Se existem novas informações que consideremos importante revelar, o faremos”, disse Arthur Levinson, presidente-executivo da Genentech e membro do conselho da Apple, acrescentando que o conselho cumpriu todas as suas responsabilidades em termos de fornecer informações.

A empresa também se recusou a responder a perguntas sobre informações de que a Securities and Exchange Commission dos EUA estava examinando sua conduta com relação aos problemas de saúde de Jobs, que manterão o respeitado executivo fora de serviço até pelo menos junho.

Alguns investidores estavam irritados com a reticência que o conselho continua a manter sobre os problemas de saúde de Jobs. Brandon Rees, representante da central sindical AFL-CIO, que se concentrou nas informações divulgadas pela empresa durante uma sessão de questões ao conselho, disse que não havia saído satisfeito da reunião;

“Fiquei decepcionado por o conselho não se provar mais informativo... A questão é importante para os acionistas, saber quem liderará a empresa.”

Mas, apesar disso, ficou claro que Jobs continua no comando de uma legião de fãs leais. Acionistas na reunião até cantaram “Feliz Aniversário” para o executivo, que completou 54 anos na terça-feira.

Durante sua apresentação, o vice-presidente de operações da Apple, Tim Cook, informou que a receita anual da companhia quase quadruplicou nos últimos quatro anos por conta das vendas de computadores, iPods e iPhones.

Mas o assunto sobre a saúde de Jobs não saía da cabeça dos investidores.

Em 2004, Jobs foi se submeteu a tratamento contra um raro tipo de câncer pancreático. Em junho de 2008, ele surgiu em um evento da Apple muito magro, o que disparou rumores de que a doença tinha retornado. A companhia não tem conseguido deter esses rumores.

Enfrentando agora uma recessão prolongada e queda nos gastos dos consumidores, a Apple não tem conseguido evitar questões sobre o futuro de seu carismático presidente-executivo, que não aparece em público há mais de um mês.

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