Vice-presidente de finanças da Microsoft prevê anos difíceis

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 13:13 BRT
 

Por Bill Rigsby

SEATTLE (Reuters) - O vice-presidente de finanças da Microsoft prevê pelo menos mais um ano de dificuldades em todas as áreas, já que a economia não está mostrando sinais imediatos de recuperação.

Ao mesmo tempo, a maior fabricante de softwares do mundo confirmou que reduziu em 10 por cento a taxa paga às empresas que lhe fornecem mão-de-obra temporária, num esforço para cortar custos diante da queda na demanda por seus aplicativos e aparelhos.

"Uma contração razoavelmente substancial é a maneira como encaramos a situação", disse Christopher Liddell, vice-presidente de finanças da Microsoft, em uma conferência do Goldman Sachs sobre tecnologia.

"A duração da contração e sua profundidade são algo que nenhum de nós pode saber... A despeito do que dizem os políticos e outros, é provável que no próximo ano ou dois tenhamos um ambiente comercial difícil."

A Microsoft confirmou, em anúncio separado, que reduziu as taxas pagas às agências que lhe fornecem mão-de-obra temporária, alegando que isso é parte de um amplo plano de corte de custos anunciado em janeiro, que prevê a demissão de 5 mil funcionários ao longo dos próximos 18 meses.

A medida foi motivada "pela necessidade de promover reduções de custo mais amplas", disse um porta-voz da Microsoft, acrescentando que os cortes não afetavam os trabalhadores mais capacitados, como programadores.

A empresa tem cerca de 95 mil funcionários, mas não fornece o número de trabalhadores temporários ou terceirizados e não informa também o montante que essa medida permitirá economizar.

Na conferência do Goldman Sachs, Liddell disse que o lançamento do novo sistema operacional Windows 7 poderia ajudar na recuperação das vendas de computadores pessoais no ano que vem.

"Podemos ver alta (nas vendas de computadores) no ano que vem, em parte como resultado da queda na demanda este ano", disse Liddell, que espera que alguns usuários adiem a compra de novos computadores para esperar pelo Windows 7, que deve ser lançado no início de 2010.

"Isso ajudará, mas não compensará os problemas macroeconômicos mais amplos."