TIM Brasil inicia "relançamento" com Internet pré-paga sem fio

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 18:51 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de perder a segunda posição no ranking brasileiro de operadoras celulares para a rival Claro, a nova administração da TIM Brasil iniciou um plano de "relançamento" que focará em geração de receitas, clientes de alto valor e novos pacotes de serviços, como acesso sem fio e pré-pago à Internet.

Em teleconferência com jornalistas nesta sexta-feira, Luca Luciani, que assumiu recentemente a presidência da operadora, informou que o relançamento da empresa envolve também redução de custos por meio de otimização de rede, processo que pode envolver a compra da operadora fixa de longa distância Intelig.

"A TIM tem crescimento de custo de rede por conta do crescimento do (serviço de telefonia) fixo. Vamos implementar mais eficiência na arquitetura (...) a TIM precisa de backbone", disse Luciani. Segundo ele, essa otimização de rede pode ser conseguida com anéis metropolitanos ou com a incorporação "de uma operação como a Intelig".

Mas o executivo evitou cravar que a compra da operadora, que tem uma rede de 500 mil quilômetros, está perto de ser concretizada. "Não estou em condição de argumentar sobre a operação. A TIM sempre estará interessada em ativos como os que a Intelig tem", afirmou.

O operadora móvel, lançou serviço de telefonia fixa residencial em setembro de 2008 e vê na portabilidade numérica, que começa a valer em todo o país na próxima segunda-feira oportunidade de adição de clientes.

Nos planos da operadora está também o lançamento no início da próxima semana de serviço pré-pago de acesso sem fio à Web. Voltado a usuários ocasionais, o serviço cobrará tarifa de 5 reais por dia e o preço do modem sem fio, para uso em laptops por exemplo, será de 299 reais.

A operadora espera que a nova oferta dobre o volume de usuários do serviço de acesso à Internet, lançado em meados de 2007, para 3 mil clientes por semana já no início de março.

A TIM espera investir este ano 2,3 bilhões de reais, valor que não inclui eventuais aquisições. Em 2008, o valor aplicado foi de 2 bilhões de reais, sem incluir 1,3 bilhão de reais em compra de licenças de terceira geração (3G). Segundo Luciani, 60 por cento dos recursos será aplicado em rede.

O executivo informou ainda que a companhia seguirá com política "muito rigorosa" de limpeza de sua base de clientes, focando esforços de fidelidade nos consumidores pós-pagos de maior valor agregado e citou que a empresa teve no quarto trimestre maior receita média por usuário (ARPU) do setor, de 29,9 reais.   Continuação...